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quinta-feira, março 15, 2012

Epitáfio


É dia de despedida, de medo, de paz, e um monte de coisa que eu não sei o nome. É dia de ir, não pra longe, só pra dentro de mim mesma. É dia de adeus, não a você, mas a parte de mim que ama você. Hora de dar tchau a esse misto de agonia e felicidade que havia junto. Despeço-me dos delírios, do caminho que meu pensamento fazia, correndo em toda hora vaga, para perto de ti. É tempo de saber que não é só seu perfume que me acalma ou que não é só sua fala – pausada - que me nina. Enterro esse amor, os planos e todas as noites que sonhei pra nós. Sinto-me, de novo, livre para viver mais e sonhar, quem sabe dessa vez com dias ensolarados com outro alguém à beira mar. E nessa despedida estamos juntos, como sempre, de mãos dadas, sorrisos largos e livres de todo o muro de meias palavras que nos cercava. E que seja assim, pra sempre, e se tivermos sorte, um sempre que demore a passar.

Que sejamos felizes, meu doce vários meses.

"Uma saideira, muita saudade. E a leve impressão de que já vou tarde."


quarta-feira, fevereiro 15, 2012

É que eu também sou feita de deixar de ser

Um dia tentaram me encaixar em um lugar comum. Mas eu não coube. Não sou a pseudo Cult que curte Los Hermanos e cultua o tempo que não viveu. Na verdade, não sou só a pseudo Cult que curte Los Hermanos e cultua o tempo que não viveu. Curto também LH, também Coldplay, também Adele. Amo também Chico (por mais clichê romântico que isso possa parecer) e também Gonzaguinha, também Elis, também Cazuza e os Gilbertos (o Gil e o João).
Sou capaz, na mesma proporção, de andar de bike e fazer as unhas. De me equilibrar nos saltos e saltar de uma cachoeira. De tomar banho na banheira e também de rio. Sou eclética, no melhor sentido da palavra. Sou da galera do samba e amiga da do rock, comento de novela e também de futebol. Sou natureza, internet, relacionamento e liberdade. Sou frio e calor, dias cinzas e ensolarados.
Logo, conhecendo todos os meus “tambéns”, não se espante se eu te amar, e também te odiar, te querer e também te largar, te abraçar e sumir.
É porque essa sou eu (também).

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Imaginação


Se eu quero você? Ahh não, não. Eu já tenho você. Um que eu inventei, que anda comigo sempre e que cá pra nós consegue ser uma cópia muito melhor que a original.

O você inventado é divertido, companheiro e não se importa com meus defeitos. Não é uma cópia fiel, mas, quem se importa? O que importa é que é meu. É meu, como você não é. É meu, e vive sob os meus comandos, obedece aos meus desejos e vai embora, toda vez que eu acho necessário e que preciso de um tempo.

É uma maneira eficiente e egoísta de ter alguém. O você que anda comigo sabe todos os meu passos e conhece todos os novos lugares que eu vou. Viaja comigo e sempre faz cafuné para que eu durma.

Se eu ainda quero você? Não... Eu não saberia dar atenção aos dois.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Todo dia

Eu acordo, respiro fundo, digo que não dá mais. Mas, levanto e suporto, mesmo quando a única promessa pro dia era de não suportar. Eu almoço sozinha, daquele jeito que não gosto. Ao lado, a cadeira vazia é a companhia e a porta para que a imaginação lhe pinte ali. A comida esfria, espalha pelo prato e você não veio. Você nunca veio. E eu lembro que não dá mais. Termino a comida e me ponho a escolher entre a sobremesa, o cigarro ou você. Mas você não veio, a sobremesa engorda e o cigarro... "Bem, amanhã eu juro que paro". Eu sigo a tarde e vejo o por-do-sol quase não sentindo sua falta, a noite chega e o meu sorriso de independência se alarga. A noite é minha, de noite sou minha. Me visto bem, gargalho, tomo coragem, um conhaque e afins, levanto a cabeça e sigo um caminho sem fim. Mas, a menos de um passo do novo, eu tropeço, de novo. Eu volto, eu choro, eu durmo.
No outro dia, eu acordo, respiro fundo, digo que não dá mais...

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Trocando em miúdos

É lugar comum sim, mas se tem uma verdade na vida é que sempre chega a hora de seguir sem a presença de alguém especial. E lamento (ou não), mas essa é a nossa. Tem hora que não dá. A gente já não rir das palhaçadas, não vê mais graça das piadas repetidas e começa e se incomodar com as diferenças.

É melhor ir embora guardar as boas lembranças e ignorar as desavenças. Ignorar, não esquecê-las. A gente sempre deve saber qual é o motivo que nos fez se afastar, para justificar a não reaproximação em futuras recaídas.

É chegada a hora, não resista e não insista. Cada um por si, pra si e por aí.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Tudo de nós

Na sinuosa curva da paisagem que encanta, a gente se ampara, se abraça e não se ama. Na leitura que seus dedos fazem do rosto meu, e no meu desenho contornando os lábios seus, a gente não se entrega, não se nega e treme. Na linha tênue da realidade, com olhos pousados nos olhos, a gente se distrai, se contrai, contradiz. No silêncio da noite, no calor do verão, no fogo da pele, a gente se repele, peleja e deseja. A gente se aprecia, aprazia, se cala, acha graça e vai. Vai atrás, em paz, até mais.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

40 semanas


Nove meses é o tempo necessário para que uma criança se forme e esteja preparada para encarar a vida, nunca deixando de evoluir. Esse foi o mesmo tempo que eu precisei para completar um novo ciclo de desenvolvimento. Nessa temporada, o útero protetor e caloroso esteve longe, e diferente da primeira gestação, a distância foi o fundamental para me fazer crescer. O cordão umbilical era ligado no coração e suportou toda a saudade.
E agora, na hora do nascimento, surge uma nova pessoa. Que passou de menina mimada a uma quase mulher. Que descobriu da melhor maneira possível que o mundo é grande, é difícil, mas é seu e o sucesso só depende dos sonhos e do atrevimento. Foram 9 meses para concluir que berinjela e chuchu não são as piores coisas do mundo, e até podem ser deliciosos, que comida indiana é boa e que a japonesa continua não descendo goela abaixo.
Nove meses e um retorno, para um lugar que eu devia sim, ter saído, mas que nunca vai deixar de ser o endereço do regresso.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Meu 2011

Era pra ser um ano determinante. E foi, muito mais do que eu pensava. Mudanças, surpresas, decepções e novidades. Muitas novidades. Amigos novos, novas amizades com amigos antigos, novas frustrações com não amigos. Novos sabores, perfumes e temperaturas.

Foi um ano e tanto, em todos os sentidos da vida. E pra ficar registrado segue minha lista de melhores de 2011.

Músicas no repeat:













Melhor viral





Maior Conquista


Melhor reunião

Melhor festa


Melhor festival


Melhor emoção futebolística


Melhor Show


Melhor presente


Melhores novos amigos


Melhores companheiras de apê


Melhor entardecer


Maior exemplo


Maior orgulho






Falar de dificuldade, tristeza e saudade é pífio quando pequenos momentos fazem a diferença!

Que venha 2012 com o dobro de motivos para sorrir, chorar, e descobrir nos últimos dias de dezembro, que ele valeu a pena e que felicidade é só uma questão de ótica.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Carta aberta à 1001


Já não é de hoje que os altos preços praticados pela 1001 no trecho Rio x Campos x Rio incomodam os que dependem com freqüência de fazer essa viagem. A esperança de o preço diminuir veio com a entrada da Trip operando no aeroporto de Campos com voos diários para a capital, porém, a única coisa que ganhamos foi a possibilidade do parcelamento das passagens.

Ainda insatisfeita com a média de preço de 70,00 reais em uma viagem de 280km e com o péssimo serviço oferecido pela empresa, fiz uma breve pesquisa dos preços cobrados em trechos de quilometragem próximas ou superiores ao trajeto Campos x Rio. (todas as viagens pesquisadas são interestaduais)

Campos x São Paulo = 712km
Itapemirim – R$89,00

Campos x Governador Valadares = 445km
1001 – R$61,20

Cachoeiro de Itapemirim x Rio de Janeiro = 396km
Itapemirim – R$55,00

Campos x Belo Horizonte = 532Km
Itapemirim – R$85,00

São Paulo x Balneário Camboriú = 616km
1001 – R$87,50

Curitiba x São Paulo = 450km
Itapemirim – R$65,50

Curitiba x Florianópolis = 312km
Viação Catarinense – R$44,25

É com muita tristeza que digo que dependo de uma empresa que não respeita seus clientes, tendo além de preços altos, constantes problemas no seu site e em seu 0800. Suas redes sociais só funcionam para uso da 1001, não tendo nem a dignidade de responder as críticas que são feitas em sua Fan Page ou em seu Twitter.

Como estamos na mão do monopólio da 1001 no trajeto referido, uso do mais democrático espaço que já existiu: as redes sociais. Peço aos que também são insatisfeitos com os preços e serviços oferecidos pela 1001 se junte para que possamos ser ouvidos.

Aguardamos com urgência um posicionamento da Viação 1001 e uma explicação plausível sobre as tarifas de uma viagem de menos de 300km ser mais cara que trechos interestaduais mais distantes.

Atenciosamente,
Carol Côrtes.

Fan Page da Viação 1001

Twitter da Viação 1001

terça-feira, outubro 18, 2011

O amor não é um filme



Ah garota, desiste! Esse amor perfeitinho só existe no cinema. Você não vai se apaixonar pelo belo rapaz de olhos claros que cruzou seu caminho. Ele não vai roubar seu coração à primeira vista. Nem à segunda, muito menos em um lugar chamado Nothing Hill. Por mais que seja outono, a praça da esquina nunca vai ser o Central Park e nem ele o Richard Gere.

Ele vai ter uma barriga de chope, vai roncar quando beber demais e muito provavelmente não vai ficar acordado te vendo dormir. Ele vai achar algumas das suas amigas fúteis e você vai odiar o Tonhão, amigo dele que sempre liga sábado de madrugada para lembrá-lo que ele perdeu a melhor balada da vida. E saiba que, por vezes, ele vai mesmo se odiar por não ter ido.

Você pode até esperar que ele lhe mande flores em dias comuns ou que se lembre do primeiro beijo, mas aprenda que, homem não decora datas, por mais romântico que seja. Aliais, acho que o grande problema na relação homem e mulher é o romantismo. Uma mesma palavra que significa ações tão distintas entre os gêneros.

Um mundo sem filmes e histórias românticas faria as mulheres mais felizes. Porque metade da nossa frustração é sempre esperar achar um Adam Sandler que conquista a mesma mulher todos os dias, e nunca achar.

E sabe o que a gente descobre, por fim? Que seria extremamente chato ter uma bandeja de café da manhã na cama com flores colhidas do jardim, todo dia. Que na vida real, longe de Hollywood, alguns dias, os problemas do trabalho vão te deixar de saco cheio do mundo, e você vai querer chegar a casa e ter vontade de não levantar mais. E você não vai ter o mínimo ânimo para aquele jantar fofinho.

Em dias atribulados, você não vai abrir a porta do apartamento, tirar o coque do cabelo, soltá-lo de forma sensual, se despir e mostrar a lingerie vermelha que você veste para ele. Ou você acha que só mulher pode sonhar com romances de filmes?

A equação é simples. Se a gente quer um Gerry de “P.S. Eu te amo” eles querem uma Elizabeth de “9 semanas e meia de amor”. Agora, faça um favor: mude as etiquetas dos filmes de romance para ficção, levante dessa poltrona e vá atrás de um amor imperfeito, real e feliz. Porque ninguém nunca disse que a felicidade está na perfeição.

sexta-feira, outubro 14, 2011



A gente aprende que chega um ponto que o caminho é para um só. Assim é a vida, meu caro, na hora da corda bamba é só você. E por mais que haja muitos plurais nas margens, o caminho é singular.

Mas, calma. A gente aprende.

A gente se equilibra bem quando precisa. A gente sempre descobre em nós mesmos o melhor amigo e confidente, quando não há ninguém em volta. Aprende a segurar as lágrimas, fazer um sorriso amarelo e sempre responder que está tudo bem.
Sim, a gente aprende. Uma hora a gente aprende.

terça-feira, outubro 04, 2011

Ei você,

Chegue do nada, sem falar muito e fazendo mistério. Alterne os dias, equilibre nos mimos e abuse dos abraços. Fale calmo, beije docemente e não suma de repente. Ou suma, mas, volte logo. Traga o que tiver de paciência e um estoque de sorrisos. Seja o calor das noites de ventania, e o cais de mares revoltos. Seja cuidadoso, e por vezes displicente, para não enjoar. Aproxime-se cheio de simplicidade, emanando boas fragrâncias e cantarolando uma canção.

Venha depressa, e fique sem pressa.

domingo, setembro 18, 2011

Lumiar



No tempo que ainda faltava luz, a nossa vista não se espantava com vagalumes. As estrelas ganhavam um brilho a mais e a lua mostrava sua esquecida função. No silêncio da novela e na brisa que entrava na janela aberta, que as sombras cresciam na parede, iluminada por aquela vela colada ao pires.

Era em volta da luz bamba da chama, que o som surgia. Era um desafinado coral, ritmado pelo violão, que quase sempre era esquecido pelo canto da sala. Era ali, que eu tinha liberdade de cantar com olhos fechados, que eu desentoava sem qualquer vergonha, aquelas músicas.

Era na ausência da tecnologia, que evidenciava as pessoas. Era comunicação direta e sem ruídos. Era o amor e união em melodias simples que cantavam o mesmo. Era, e ainda é, apesar do tempo e a distância. Mas, a saudade da cidade apagada fica mais acessa que as lâmpadas de hoje em dia.

“Todas as cores escondidas, nas nuvens da rotina.”

sexta-feira, setembro 09, 2011

Por ora, não mais.

E lá foi você, ser feliz em outras bandas, espalhar seu sorriso por outros jardins. Ficou aqui, junto a mim, o bem querer e o medo. A saudade e o carinho. Ficaram os risos frouxos, as bebidas quentes, as lágrimas enxugadas e noites adentro. A lembrança dos abraços apertados, cumplicidades e companheirismo. Alegria sabe? Que hoje estão embaladas, guardadas em uma caixa de baixo da cama.

Mas, e se as fotos descolorirem? Se o tempo passar mais rápido que de costume? Se os quilômetros passarem a fazer diferença? E se, por um instante apenas, a gente não mais se reconhecer, onde antes havia almas irmãs?

Vão surgir novos amigos, novas bebidas e novas formas de ser feliz. No nosso caminho divergente, sempre haverá um ponto em que olharemos para traz buscando um ao outro. Nem sempre sua vista alcançará os olhos meus, ou meu pranto se apoiará nos ombros seus. Mas, siga. Que quem sabe, no fim, as paralelas se cruzem, nossos abraços se enlacem e nosso peito palpite, em paz. Quem sabe o passado não morra, a noite clareie, o papo se alongue e sejamos ainda capaz, de ser tudo que somos, de inventar o que seremos e reviver tudo que jaz.

domingo, agosto 21, 2011

Confissões


Ah, eu sou simples, sabe? Simples desde o nome. Carol. Assim, C-A-R-O-L, e só. É quase uma forma da pessoa se sentir íntimo de mim logo no primeiro encontro. E eu gosto disso, mas ó, não abuse. Sorrio fácil, gargalho alto e tenho orgulho de ser simpática com quem quer que seja! Sem esse ‘Jaborismo’ de ser antipática. O mundo já anda cinza demais para cada um não fazer sua parte! Sorrir colore o dia, seu e dos outros, contribua!

Há quem me chame de idealista. E quer saber? Sou mesmo, e daí? Acho que tudo está em nossas mãos, basta querer. É uma questão de traçar objetivos, olhar para eles toda hora e não desviar o foco. Não que eu cumpra isso a risca todo santo dia, sabe como é né, falar é fácil! Mas tento não perder o rumo.

Minha idade emocional gira em torno dos 15 anos de idade. Me apaixono e desapaixono toda semana, e ainda consigo manter viva em mim aquela paixão crônica e platônica por aquele cara que eu fantasio ser o ideal. Não acredito nessa história de sapo que vira príncipe, no livro da minha vida só acontece o contrário.

Sou teimosa, em um grau que por vezes nem eu me agüento! Vou até o fim mesmo já tendo desconfiado durante o caminho, que não era o que eu devia fazer. Não acho justo comigo mesmo parar no meio do caminho. Porque vai que o negócio da certo! Aliás ser justa comigo é uma das coisas que mais prezo na vida. Não posso cobrar que as pessoas me sejam leais, se eu não fizer isso primeiro.

Tenho fraquezas que quase ninguém sabe, e não faço mesmo questão de saibam. Visto uma capa de auto-suficiente e faço pose de bem resolvida. Mas, confesso que adoro mimos, cafunés e um colo fofo e quentinho.

Sou assim, simples, idealista, apaixonada e fraca. Mas também complicada na TPM, descrente desse mundo, turrona e mais forte do que muitos imaginam. Posso mover o mundo ou levar três dias debaixo das cobertas. Sou imprevisível dentro daquelas opções, o que é, na verdade, ser uma pseudo-previsível!

Sou tudo que me convém e bem naquele clichê do Renato Russo: minha só minha, e não de quem quiser.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Receita da Vovó


Eu não entendo essa complicação que homem faz para lidar com mulher. Conquistar mulher é tão receita de bolo, basta seguir aquele manual básico e tcharam, tá pronto! É claro que há de se ter cuidado para não solar ou queimar no forno.

Pra se fazer bolo é necessário ter paciência. Adicionar ingredientes um por um. Algumas colheres de amizade e uma boa dose de conversa. É recomendado colocar pitadas de humor, mas cuidado, é como o açúcar, se colocar demais fica enjoativo. Para a massa ficar homogênea é necessário descanso. Deixar a massa de lado, por um pequeno tempo é o segredo para um bom bolo. Depois volte cheio de afeto e acomode a massa no tabuleiro. Deve-se ter todo carinho possível nessa hora. Leve ao fogo brando e aguarde um perfume delicioso.

Tá vendo, menino? Seja simpático, sorridente, faça sorrir sem ser patético. Mas dê pequenos intervalos. Vá e volte para deixar saudade, mas nunca vá muito pra longe. Aqueça a menina no calor do abraço e nunca se esqueça de comentar ao pé do ouvido, o cheirinho maravilhoso que ela tem.

Mulheres são como bolos, às vezes muda a cobertura ou o recheio, mas a base é sempre a mesma! A única dificuldade é que existem realmente poucos homens disponíveis a aprender cozinhar.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Cansei



Ah, eu cansei de falar de amor, sabe! Cansei desse jogo de “deixa que eu deixo”, essa coisa de não saber se dou um passo e fico com fama de oferecida ou fico na minha e passo o resto da vida na dúvida do que teria acontecido se eu desse um passo a frente. Cansei de esconder o sorriso que brota espontaneamente em meu rosto quando você se aproxima.

Cansei de viver um amor. De dividir minhas noites de sonho com você. To deixando pra lá essa coisa de querer saber dos seus gostos e medos. Já me bastam os meus. Não assino mais minhas poesias, elas são verdadeiras demais, e eu prefiro me esconder em codinomes, por ora. To andando descalça e de leve, para que ninguém me ouça. Não to a fim de explicar e muito menos de me entender.

To de saco cheio das músicas que cantam nós dois, e aquelas que falam por mim. Não quero fotos nem telefonemas. Desfaço os meus planos e fico com os enganos. Ah, eu cansei, de verdade mesmo.

Mas, o meu maior problema, é que eu descanso rápido demais!

"Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior, mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior."

sábado, agosto 06, 2011

Tempo, tempo, tempo, tempo.



Eu, como uma apaixonada pelo escuro da noite, estava me estranhando hoje. Queria voltar o tempo e ver o sol nascer. Sentir aquele vento cortante do inverno, vendo o sol emanar toda esperança de um dia tranqüilo e secar as gotas de orvalho da grama. Mas o tempo é cruel né? Anda naquele mesmo ritmo sem olhar pra trás. Caminho até o lado de fora, me debruço na sacada e vejo a noite brilhar. Incrivelmente é uma noite quente. Sinto uma saudade do verão e desejo que os meses corram até que ele chegue. Entretanto, lembro-me que gosto de companhia para caminhadas sob as folhas caídas, de outono. Mas o outono já foi e estou só. Rego as plantas, e as vejo se preparando para me presentear com flores coloridas e perfumadas. Gosto da primavera, e do vôo do beija flor dando rasantes felizes, não demora e já ela chega.

Entro, preparo um café forte, tiro o bolo do forno. Aquele misto de perfumes me lembram as tardes de férias. Delicio-me nos sabores, mas, ainda não há nada que me finque ao presente segundo. Pulo pro sofá, zapeio os canais, desisto. Abro o livro, mas concentração passa longe. Rascunho uns poemas, e no fim, há mais riscos na folha que palavras. Caminho na pequena sala, talvez eu queira me cansar, para adormecer logo. Volto pra cozinha, faço um chá quente, hábito adquirido recentemente. Ouço um samba para alegrar o coração. Mas samba se ouve alto, e já é tarde. Junto às tralhas, lavo as louças e coloco meu relógio no pulso. É quase manhã, as pálpebras pesam, é o sono que chegou. Me rendo a ele.

Mas, não era a manhã, que eu queria que chegasse?


"Eu já arranhei minha garganta toda atrás de alguma paz."

terça-feira, julho 26, 2011

You had my heart inside of your hand


- Por que você sempre faz assim?

- Assim como?

- Chega sempre com ar de quem quer ficar, e sempre vai embora antes dos primeiros raios do sol?

- Talvez seja indecisão.

- Não gosto de ser indecisa.

- Todo mundo é, no fundo.

- Sou indecisa em comprar uma blusa azul ou lilás, não quanto ao que me faz feliz.

- É...

- O quê?

- Ser feliz, essa é a questão. Até quando isso dura?

- Depende, o tempo de um sol se pôr ou o tempo de uma vida acabar, isso é com você.

- Gosto da forma como você vê a vida.

- Quer?

- O quê?

- Ir comigo, ver o mundo da mesma forma?

- Não sei... É que....

- A indecisão de novo não é?

- Talvez.

- Bem, to indo.

- Já?

- Enquanto você se resolve e procura alguém que te dê mais certezas de felicidade que eu, vou seguir.

- Mas...

- Beijos.

- Eu acho que quero você.

- Enquanto houver um ‘acho’ entre nós, seremos assim, você no ponto de interrogação e eu no ponto de exclamação.

- Por que não fica por perto?

- Porque já fiquei demais!

quarta-feira, julho 20, 2011

Aos meus amigos


Não é difícil encontrar bons amigos. Difícil é manter amizades. Bons amigos estão por aí, em qualquer esquina, mas é preciso bom coração para conquistá-los e tê-los por perto apesar de qualquer distância.

Ser bom amigo é o mesmo que ter bons amigos. Possuo bons amigos que encontrei poucas vezes na vida, e aqueles que eu só encontro vez ou outra e não tenho nem o número do seu celular, mas, amizade, é mais sentimento de querer bem que qualquer outra coisa. Carinho transpassa qualquer barreira. Tenho amigos que não moram na mesma cidade que eu há anos, e nem por isso, em qualquer momento deixaram de merecer o título de amigo. Simplesmente porque, ao nos encontrarmos, o abraço é o mesmo.

Não posso negar aqueles que se aproximam por um interesse qualquer, e vão embora levando nossa decepção em ter confiado em alguém que não merecia, mas esses não merecem o título de amigo, e para cada um que age assim, existe uma legião de anjos na terra que te faz ter certeza que ainda vale a pena continuar sendo e tendo amigo.

Há ainda aqueles que nunca te deixam, nunca se esquecem, estão sempre ali, pra qualquer coisa. Para um porre na mesa de um bar, ou para ficar em silêncio ao teu lado. Há aquele que tem livre acesso a sua casa, e tem sua mãe como tia. Aquele que manda sms de madrugada só pra dizer que lembrou de você na balada que você não foi.

Para todos que fazem diferença na vida do outro, de forma positiva, seja em uma noite de verão, ou em uma vida inteira, um feliz dia do amigo!


"Tenho amigos tão bonitos. Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica" (C.F.A.)