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quarta-feira, junho 29, 2011

Sobre barbas e caras



Se tem uma coisa que me deixa louca, é a barba por fazer. Aquelas cerradinhas, prontas para roçar a nuca e provocar arrepios. Homem tem que ter cara de homem. Isso provoca minha libido. E esse é o problema, homem com cara de homem provoca meu corpo. Porque meu coração é osso duro. Não resiste a nenhuma carinha de coitado. Não resiste a nenhum sorriso no olhar. Coração bobo, daquele bem vagabundo mesmo, comprado em comércio popular e precisa ser recarregado a cada noite. Enquanto o corpo clama por atitude, o coração adora brincar de mãe, acordar às 6 da manhã para ligar e perguntar se ele já tomou o remédio. E quando surgem aqueles que sabem fazer manha? Me ganham instantaneamente. Saber falar calmo e fazer olhos de cachorro que caiu do caminhão de mudança bloqueia minha capacidade de dizer não! Mas as barbas.. ah, as barbas! Fazem cada poro do meu corpo se manifestar, caso acariciado bem de leve nos lugares certos. Falar soprando ao ouvido e sentir a respiração quente me deixa fora de qualquer eixo. É dilema puro. Corpo quer, coração acha chato. Coração apaixona, corpo cansa de fazer por onde. Mas, entre abraçar e ser abraçada, estar no meio termo me ganha, de corpo, alma e arrepios.

"Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita"

quinta-feira, junho 09, 2011

Meio cheio ou meio vazio?


Para ouvir ♪

Você não sabe, mas alimento sonhos sobre nós dois. Simulo afagos e histórias de amor. Crio coincidências e suposições, sobre você e eu.

Observo seus gestos, toques leves e também teus olhos que não deixam transparecer o imenso universo que existe em você. Enigmáticos, desses tipos que deixam pessoas curiosas como eu sem coragem para virar as costas sem desvendar ao menos um mistério.

E suas falas? Ah... Suas falas pausadas, como quem desse tempo entre uma palavra e outra para que eu pudesse saboreá-las por completo. Risca a frase clichê da Lispector da agenda, o que eu quero tem nome, sobrenome, pai, mãe e um jeito encantador de sorrir. Uma barba mal feita que me faz fechar os olhos e esboçar um sorriso escapado.

Me perco em desatino, em risos abafados, palavras caladas e invento um amor. Um amor tranquilo de Cazuza, barato de Chico, mais que discreto de Caetano. Invento o meu amor, invento a reciprocidade, e vou-me embora tão cheia de mim, e vazia de ti.



sábado, junho 04, 2011

Alter ego



Ela sempre fazia questão de não se importar. Nunca quis saber do café, do amanhã ou do telefonar. E por mais que se importasse, seria em vão. Nunca se preocupou com o comportamento, as palavras certas ou em cuidar para não assustar.

Não era nada. Não era. Por que como quem não escolhe o futuro, se viu contando dias de solidão. Não sabia o que a perturbava mais, a falta ou o aperto do seu abraço. A partir daí, travava batalhas matinais, cada vez que acordava com vontade de continuar sonhando. Lia seu signo, para ver o que ele dizia. Para saber se ele dava alguma pista de como percorrer o caminho.

Não queria, nunca quis. E dessa falta de preocupação com o futuro nasceu isso. Resolveu batizar de Confusão. Deixar que o vento determinasse sua vida era demais para ela. E ao mesmo tempo instigante.


“Eu que não amo você, envelheci, dez anos ou mais, nesse último mês”.

terça-feira, maio 31, 2011

Entre corações que tenho tatuados



Em uma breve reflexão, parei a estudar os homens que um dia despertaram algo diferente dentro de mim. De paixonite a tesão, teve o certinho, o nerd, o galanteador, o perfeito, o que mandava flores, e o que só ligava na outra semana.
E o que todos têm em comum? A incrível capacidade de me fazer perder horas tentando descobrir como agir. Não vou ficar aqui generalizando homem e dizendo que muda só o CPF. Assumo minha parcela de culpa das escolhas complicadas.
Admito que homem normal me cansa. Tem que ser complicado. Tem que ter amigos invisíveis, mistério no olhar e falas curtas para contrastar com minha alma ‘Saramaguesa’. Tem que não gostar de futebol ou, quando gostar, ser torcedor roxo do arque rival do meu time de coração, tem que nem ligar pra carnaval e achar que a Portela é um saco. Tem que ofender tudo que eu mais gostar. Tem que morrer de medo de moto e achar super careta meus pais serem moderninhos.
Porque quando não tem o desafio, é chato. Quando não me faz parar para pensar respostas sobre suas indagações, é fácil. Quando não me deixa um dia inteiro olhando pro celular esperando se vai ligar ou não, é acessível demais.
E sempre que encaixa na forma desejada de namorado perfeito, ou tem namorada, ou é gay.

"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria." (Sentimental - Los Hermanos)

terça-feira, maio 24, 2011

Quando o dia não passar de um retrato



Enquanto o mundo gira, a noite cai e tudo segue sua perfeita ordem, eu durmo abraçada com as lembranças. Acordo sonhando com todos os dias bons já vividos. Momentos divididos com tantos e inesquecíveis. Olho pra trás e sinto tanta alegria, que vira e mexe me escapolem aos olhos, assim, rasteiro, como quem não quer nada. Pequenas gotas, que acho que se chamam Saudade.

“Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido, decorado de saudade. Um lugar pro coração pousar, um endereço que freqüente sem morar.”

sábado, maio 21, 2011

Andanças

Hoje eu caminhei um parque inteiro, para tentar acalmar o coração e descobrir que quanto mais a gente tenta, mais ele acelera. Acelera por dor, saudade, frustrações. Acelera pelo vazio do tempo que anda devagar.

Hoje eu caminhei para ver se conseguia chegar um pouco mais perto de mim, e me perguntar: ‘o que há?’ e ‘porque não’. Queria saber qual é o motivo das inconstâncias e da insistência em continuar querendo aquilo que não tem.

Caminhei para tentar achar razão de que, por mais que eu corra muito, as pessoas passam e eu fico. E que, não necessariamente isso é ruim. Mas não consegui. Continuo achando ruim. Continuo com aquele sentimento de antes, quase como uma peça que não encaixa no quebra-cabeça.

Hoje eu descobrir que por muitas vezes, não quero ter nexo, mas quero muito que as pessoas me entendam. E que, é difícil achar um colo antes da lágrima. Tive poucos, que passaram, e eu fiquei. Mas isso não é ruim. Não é. É.

quinta-feira, abril 28, 2011

A-cor-dar

Acordar com os pés gelados e sozinha em uma grande cama já era de costume. Incrivelmente havia acostumado a rolar por sua king size sem ter quem a incomodasse, e seus travesseiros aprenderam a abraçá-la de uma forma envolvente.

A rotina de apertar o soneca do despertador, esfregar o rosto na cama e pensar que não quer levantar a acompanhava há algum tempo. Nesta manhã, porém, acordou atipicamente disposta. Decidiu usar o tempo do soneca para se maquiar um pouco, achava que precisava de um pouco mais de cor, em sua pálida pele. Resolveu colorir o dia e escolheu a roupa que melhor representava seu estado de espírito. Não entendia o motivo, mas era pulsante demais para ser ignorado.

Seguiu rigorosamente seu caminho, nenhum imprevisto até o trabalho. Um dia corrido, como sempre. Na saída resolveu que voltar para casa, depois de estar vestida tão cheia de vida, seria um desperdício. Parou no restaurante pelo caminho, pediu o vinho mais caro e parou para ouvir uma bossa que há tempos não cantarolava. Achou nos olhos do rapaz sentado a mesa ao lado um lugar pra pousar o olhar. Sustentaram as troca de olhares até o fim da noite. Ela pensou em tomar a iniciativa, deixar seu numero do celular, ou perguntar o nome dele. Por fim, pediu a conta e equilibrou se em seu scarpin de volta para casa.

Descobriu que aquele ímpeto de colorir o dia a fazia bem. Tomou um bom banho quente, ainda embriagada, deitou abraçada com seus tão queridos travesseiros e dormiu, lembrando dos mais ternos olhares dos últimos tempos.

No dia seguinte acordou com os pés gelados, rolou em sua cama, esfregou seu rosto, e apertou o botão de soneca. Não dava para viver dias coloridos seguidos.

domingo, abril 17, 2011

Ah, os abraços.


Abraçar é envolver e deixar acolher-se. É a hora que o mundo para e a cabeça descansa, no ombro do outro. Outro, que junto a você viram um só. Um gesto. Talvez o que mais represente o amor. Abraços são anatomicamente perfeitos. Um coração ao lado do outro. A boca próxima ao ouvido. As mãos livres para carinhos e cafunés. Abraço é partida e chegada, lágrimas e palavras escapulidas. Abraço é democrático, é reflexivo. Dar abraços é recebê-lo. É, em síntese, um laço apertado de todo sentimento bom.

sexta-feira, outubro 29, 2010

#CarecaVota45



As últimas movimentações de militantes políticos, para o segundo turno das eleições, me questionam uma série de fatores, que me levam a beira de um desespero. Como de vício, fui tuitar, e no terceiro lugar dos Trends Topics estava a hastag #MulherVota13. Não tenho por objetivo levantar bandeiras de voto ou manifestar o meu. Mas creio que, se, nós cidadãos, não mudarmos nossa posição no tabuleiro, vamos continuar caminhando rumo ao abismo.

De certo, é difícil se exigir uma postura política de um povo que nunca foi ensinado a pensar e questionar. Mas me assusta a quantidade de pessoas, muitas com ensino superior, que se abstém do direito e dever de escolher um rumo melhor para seu país.
Revolução seria a palavra de ordem. Não daquelas com armas nas mãos. Refiro-me a cultural. Gênero nunca foi plataforma de campanha. E enquanto bandeiras como essa continuam sendo manifestadas, sigo desacreditando em muitas coisas.

Ser mulher não é garantia de ser boa gestora, boa representante de nosso país. Da mesma forma que ser negro, índio, gay, ou qualquer outra ‘tribo’ que algum candidato possa se encaixar, não deve ser levado em conta, se não vier agregado de idéias com valores. Idéias que nos apresentem soluções para educação, saúde, segurança e tantas muitas preocupações que nos cercam a cada dia.

Enquanto houver alguém querendo dividir o Brasil em ‘times’ de gêneros, raças e opção sexual, nunca vamos ser, de verdade, brasileiros.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Caminhos (in)certos



Às vezes a gente tenta fugir de certos comportamentos próprios, mas tem fases que não importa para qual for o lado que você correr, parece que as situações são sempre as mesmas. Uma espécie de Dejá vu.

Levo como uma chance de tentar acertar a forma de agir, mas no fim, seja por repetir os mesmos erros, ou criar novos, acaba tudo indo por água abaixo novamente.

Eu ando por muitos caminhos diferentes, mas sempre pelas mesmas paisagens. Já acostumei com as belezas e trevas da caminhada. Mas não paro de insistir nos passos.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Importâncias!

Gostaria de contar quantas pessoas na vida à gente encontra. Gostaria mais ainda de saber quantas se tornam especiais, e ganham a importância que nos leva sempre a julgar que é pra sempre. Já aprendi que não é pra sempre. Mas a cada nova pessoa que se torna importante eu volto a acreditar que dessa vez, talvez consigamos fazer durar uma eternidade.

É engraçado, que existem pessoas que a gente jura que não vai te abandonar nunca. E sim, elas fazem. E com toda certeza você também já foi uma dessas pessoas que seguiu seu rumo e se afastou de alguém que te julgava fundamental para viver.
Me consola o fato, de quê, se não houvesse afastamentos, não encontraríamos novas pessoas para se importar e ser importante.

Vivo nesse ciclo vicioso de partida e chegada. Me alegra esse dinamismo, e me mata de saudades dos que já passaram.

Aprendemos uma lição, todo dia. De quê ciclos começam e terminam sempre. Tão rápido quanto o intervalo entre um nascer e por do sol. Construa e desconstrua laços a cada ciclo, a cada dia. É a minha forma mais segura de caminhar.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Manual de instruções (meu)

Pareço mais uma, mas o convívio me torna única. Sou assim desde o nome. E não. Não é convencimento. É estratégia para viver. Sou uma página em branco com um lápis ao lado. Chegue e escreva o que quiser, mas não esqueça que só eu tenho a borracha. E decido o que fica ou não no papel.

Sou chata. Daquelas que briga com quem joga papel no chão. Daquelas que usa ecobags e evita sacolas plásticas. Daquelas que não quer nem papo com quem fala que odeia política, mas reclama do país como é. Chata com jovem que não vota e quer pintar a cara e ir pra ruas reclamar, se é que, ainda existam jovens deve tipo. Sou chata com quem não tem conteúdo, sou chata com quem é fútil. Em síntese, sou chata com quem merece.

Sou alegre por natureza, riso frouxo por alegria, escandalosa por rir demais. Sou uma reação em cadeia. Saiba começar e o fim não será trágico.

Sou livros. Às vezes sou cinema. Sou samba de raiz e bem alto. Sou bossa, com boa companhia e vinho. Sou frio com meia no pé e calor com cerveja na mão. Sou água gelada de cachoeira e água quente no banho. Sou nascer do sol na estrada e por do sol na praia. Sou, na verdade, por do sol e qualquer lugar.

Sou, no fundo, uma antítese. Mas, o equilíbrio me agrada, quase sempre. Ora sensata ora imatura. Vontade de ir embora e saudade do que fica.

Na verdade, acho que nem sei se sou ou estou, mas vou...

terça-feira, agosto 10, 2010

Personagens do meu livro de memórias

Sempre acreditei que pessoas passam pela nossa vida com uma razão. Ninguém sabe qual. Uns chegam e machucam, e te tornam mais fortes. Outros chegam, e te mostram que podemos ser felizes, alguns desses que chegam, te mostram que a felicidade é rápida. Não importa a ação. Todas levam a uma reação. E, se, bem analisada, toda e qualquer reação, leva a um aprendizado. Mesmo que seja de nunca mais repeti-la.
Hoje, acordei, e me perguntei durante o dia todo, se devia ou não virar uma página. Por acreditar que os aprendizados já foram suficientes. Busco colher das pessoas o seu melhor, e tirar do seu pior, uma maneira de não ser. Talvez isso explique a constante inconstância de minha pessoa, e confirme o fato de eu acreditar que a frase do Vinícius de Moraes “Fiel à sua lei de cada instante” foi feita espelhada em mim. Meus pensamentos mudam de acordo com exemplos que a vida vai me dando.
Talvez até, isso seja um grande álibi, um jogo do contente, criado por mim, para proteção. Coisas flexíveis quebram com mais dificuldade.
A verdade é que, acho que virei à página. E tenho certeza que aprendi coisas. A gente passa a se enxergar melhor nos outros. Às vezes tenho vontade de agradecer pessoalmente a cada amigo e pessoa que cruza meu caminho e me faz aprender. Todavia, além de patético, seria cansativo. Mas queria de verdade agradecer a essa página que to virando. Nela, aprendi lições de paciência, de calma, de não ficar me perguntando o motivo das coisas, quando e se vão acontecer. Aprendi a deixar as coisas acontecerem, e não me surpreender, se elas simplesmente nunca acontecerem.
Você foi uma página importante da minha vida. Mesmo sem ter escrito uma sequer linha, nela.


“não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
(...)
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã, será um caminho bom. Mas não me leve”
(Chico Buarque)

segunda-feira, julho 19, 2010

Uma ideia assim.. como quem não quer nada.

É comum falar que os opostos se atraem, e que os dispostos se repelem. É uma máxima antiga, conhecida, contestada e até garantida por alguns. Embora, eu, pessoalmente, ainda me pergunto se um dia irei conseguir conviver com um flamenguista doente sem me repelir dele. Porque a verdade é que, até que analisando bem, ter uma pessoa diferente, te completa. Mas convenhamos que viver disputando se vamos ouvir samba ou sertanejo no som do carro, durante a viagem, é um pouco desgastante.
Porém, dessa história toda, se eu tenho alguma certeza é de que os dispostos se repelem. Experimente reparar uma rival sua, daquela, que você considera inimiga, mesmo que ela nem saiba da sua existência, quiçá do ódio e rivalidade que nutre por ela. Olhe bem, suas semelhanças. Comece pelo Orkut, vá às comunidades dela, e não se espante com o número de ‘Comunidades em Comum’ é só o primeiro indício. Provavelmente gostam do mesmo tipo de música, vão aos mesmos lugares, dividem o gosto pela leitura, e o pior e que gera tudo isso, até se apaixonaram pelo mesmo rapaz.
Já tive casos de descobrir que uma ‘inimiga’ tinha uma tattoo exatamente como eu queria no lugar exato onde sempre sonhei fazer. Nessa hora, dá aquela vontade de olhar pro céu e perguntar se o cara lá de cima não vai com sua cara.
Não querida. Não é pessoal, não é uma questão de falta de fé em deus, ou de falta de sapatos novos. E confesso que, não sei qual é exatamente o X da questão, caso contrário, não estaria aqui, falando tanto sem conclusão nenhuma.
E assim, vou terminando uma teoria, baseada em nada, sem por que e conclusões.. Eis uma teoria sem final

sexta-feira, julho 09, 2010

Como ser

De Carla Moura:

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela.
Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!

Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.
E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

quarta-feira, junho 23, 2010

#DiaSemGlobo

Achei que 140 caracteres não eram suficientes para falar por que eu não apoio o movimento #DiaSemGlobo. Não, não sou Globomaníaca e também não demonizo a mesma. Acredito naquela história que a gente ouve na infância, que não há palhaço se não houver platéia. E enquanto houver platéia o palhaço estará triunfante em seu picadeiro.

Contextualizando. Para a Globo manipular, é preciso que haja marionetes que aceitem isso. E se não houver senso crítico do lado de cá, ninguém que brigue por uma qualidade de TV aberta, isso não ocorrerá. E não, não estou me contradizendo. Perceba que quando me refiro a manifestações, falo de tais, que busquem a qualidade do conteúdo. De que adianta não assistir ao jogo da copa do mundo, ou até levar o dia inteiro sem assistir a Globo, se no sábado a noite estarão todos ‘emburrecendo’ com o Zorra total?

E para que haja, enfim, esse público com senso crítico, é preciso mudar muita coisa nesse país. Aí, vamos cair, novamente, nos clichês. "Antes de mudar o mundo, mude a si mesmo". O que você faz para mudar isso, o quanto colabora com a educação e instrução, pelo menos dos que te cercam?

Para mim, muita coisa é política, os maus gestores sim, que manipulam, e a TV é só uma das ferramentas. Muitos ignoram o voto. Talvez eu seja utópica, mas continuo vendo nele o principal poder direto que temos. Mas, se não sabemos nem acertar o foco de uma movimentação no twitter, o que nos garante ser bons eleitores? Precisamos ir além da leitura rápida dos 140 caracteres. Precisamos alongar nossa memória e não esquecer tão rápido.

Faço faculdade de Comunicação Social, e nesse curso, é quase unânime o ódio a esta rede de comunicação. Mas esse ódio todo só é pela Globo, por que ela está em primeiro lugar. Porque, convenhamos, a Rede Record aliena muito mais que o grupo Roberto Marinho. Basta ver o quanto eles te fazem chorar com histórias comoventes e pregações milagrosas.


E se um dia, alguém no twitter começar campanhas, realmente em prol de mais cultura, educação e avanço do povo, como foi a Ficha Limpa, contem comigo.

sexta-feira, março 12, 2010

Viver tudo que há pra viver


Esses dias liguei o computador pela manhã e me deparei com uma mensagem, de um amigo, me chamando para viver. Para sairmos mais, viajarmos, e fugir um pouco essa Babilônia. E isso mexeu tanto comigo, que a vontade que eu tinha era colocar minha mochila nas costas, encher seus 70 litros só com itens de extrema necessidade e sair para conhecer de perto todo esse mundo.

Bateu uma necessidade de me livrar das 4 paredes do escritório, de não precisar de luz artificial e nem ar condicionado. E queria a maior das liberdades naquela hora, que é ficar livre de uma parte de você, a parte responsável talvez.

Pensei em quantos responsáveis estudiosos morrem a cada dia, sem viver de verdade. Em quantos seguem rigorosamente sua rotina casa, trabalho, faculdade. E acham que para viver de verdade é necessário ter dinheiro ou ir para o outro lado do mundo. Quando espetáculos da vida se mostram a cada segundo.

Quantas vezes você parou com seu carro, desceu e pôs-a admirar o por-do-sol em uma segunda-feira na saída do trabalho? Quando você decidiu acordar cedo, não para terminar relatórios, mas para receber o melhor dos bom dias, os primeiros raios de sol? Quanto tempo você não faz um pedido para uma estrela cadente? Um banho de chuva?

Tratam a vida e o viver, com um sentido muito amplo. Eu sou o inverso. Eu acho que a vida é ao seu redor. Sem clichês de que a vida é o momento que perdemos o fôlego. Viver é respirar. É mais, é respirar e sentir.

Agora, promete a você mesmo que vai lá fora, agora esquecer dos problemas e procurar um desenho bem bonito nas nuvens?

Na vida, há os que fazem e os que assistem. Talvez sejam bons expectadores. Mas não passam disso!

segunda-feira, novembro 09, 2009

O gigante voltou.

Onze angustiantes meses separaram o choro de Pedrinho dos gritos de felicidade de 81.904 felizardos torcedores presentes no maracanã. Onze meses em que vimos o time de tantas glórias cair, mas levantar a cabeça e fazer a volta, rumo a primeirona. Onze meses também, que aprendemos um pouco mais a sermos vascaínos, aprendemos que o sentimento não para, e não pode parar nunca. Esse sentimento que foi o 12º jogador em toda a campanha 2009. Por esse sentimento lotamos São Januário, lotamos o maraca, fazendo-o de nosso caldeirão, de nossa casa. Quebramos recorde de público, aumentamos absurdamente nosso número de sócio torcedor, admitimos o estrago que uma má gestão acarreta, aceitamos humilhações de nossos rivais, e jamais paramos de gritar que o vasco é uma religião.

E agora é fim desses longos onze meses. O último sábado foi o dia de gritar com toda voz que tínhamos, foi o dia de levar a família toda para o estádio, em baixo de um sol de quase 40 graus. E valeu. Valeu a pena todo tempo de sofrimento. Valeu por cada arrepio na pele, a cada vez que mais de 81.000 pessoas entoava o mesmo canto de felicidade, o canto de retorno, de alívio. Valeu pelo maracanã ter virado cruzmaltino. Valeu pelo mar de gente em volta do estádio, se cumprimentando, cantando, felizes. Valeu pelo grito de “o meu vascão voltou” que estava preso na garganta ter sido pronunciado. Valeu por cada detalhe que não consigo transformar em palavras. É coisa que só quem gosta de futebol entende. É coisa que só quem é vascaíno sabe. É coisa que só quem estava lá viveu.

E agora voltamos, para o lugar de onde nunca devíamos ter saído. Mas que aprendemos e amadurecemos bastante com o tempo longe. Voltamos, e agora, que venha o título, e uma próxima temporada tão brilhante como essa.
Saudações vascaínas!

quinta-feira, outubro 29, 2009

Dias de sol e chuva

Os dias de chuva continuos, me abriu a mente para uma reflexão sobre passado e futuro, sobre adulto e criança. Hoje eu acordo e faço tudo sempre igual, a mesma hora, salve os dias de atraso. Um dia de sol ou chuva, só me faz diferença no trajeto entre a casa, o trabalho, o estágio e a faculdade. E ainda assim, o sol e a chuva em demasia ainda me torna irritada, seja pelo calor, seja por ficar toda ensopada. Travo batalhas em busca de carona para não me molhar, me aborreço, me indisponho com pessoas que podem, mas não ajudam.
Eis que quando penso no ontem, em quando a vida era menos corrida, um dos meus programas preferidos era andar na chuva. Nunca gostei de guarda chuva ou capa, gostava de brincar, correr, e depois de crescer um pouco até namorar, na chuva. Hoje, mais crescidinha um pouco dela fujo, talvez por me faltar tempo para me secar, talvez por não borrar a maquiagem que precisa chegar inteira no trabalho. talvez por simplesmente ter crescido o suficiente para esquecer do bem que faz receber bençãos molhadas do céu.
Por isso, hoje eu desejo a vocês, muito suor de um dia quente, e muitas gotas de chuva de um dia nublado, que vocês consigam manter todo o prazer da infância, e assim que o souber como fazer, me avise.

quinta-feira, agosto 13, 2009

De 1948 a 2009 - Sorria vc esta sendo filmado.

Em 1948 George Orwell escreveu 1984, uma ficção de como seria o mundo na década inversa de quando escrito. Metaforicamente Orwell acertou bastante, efetivamente, bem pouco. Com margem de erros, ele soube que os anos que viriam seriam bem vigiados. O Grande Irmão (Big Brother), citado por Orwell, veio chegando aos poucos. Apavorando bem menos que na ficção, mas usando o mesmo sábio álibi, a segurança.

Esse é um assunto em que a discussão trilha uma linha tênue, entre a ingenuidade de se acreditar em quem nos governa e a neurose de ver tudo com uma ótica de conspiração.

Não me preocupo com o hoje, tenho é bastante medo do que esta por vir. O mundo se tornou um lugar difícil da gente ser discreto. Redes sociais, GPS no celular, vídeos-chamadas, mensagens instantâneas, câmeras em bancos, câmeras em lojas, câmeras nas ruas, Google Earth... Cada descoberta tecnológica me faz acreditar que vivemos em um grande ‘Show de Truman’.

Vivemos em um lugar bem pouco seguro, e resolveria grande parte dos problemas, a vigilância. Mas até onde isso é um argumento tão forte, a ponto de justificar que alguém sabe dos meus passos por toda minha cidade? Eu não tenho opinião formada, e não sei se um dia eu terei. Não sei até onde vai o lado positivo, mas isso aqui é só um aviso a todos, para que saibam que eu desconfio muito de toda essa super proteção.

Enquanto nada sabemos, apenas sorria, porque você está sendo filmado.