Páginas

sexta-feira, julho 24, 2009

Twitter

Estou com medo, isso vicia de verdade!
www.twitter.com/carolacortes


*Não existem níveis seguros para o consumo dessas substâncias

sexta-feira, julho 17, 2009

O Terminal (versão Latino Americana)

Uma família de argentinos, de seis integrantes, vive há um mês no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão/Tom Jobim sem dinheiro e com a caridade dos funcionários do terminal aéreo, informou hoje o jornal argentino "Clarín" em sua edição de hoje.
Trata-se de Liliana Sava, o marido, a mãe e três filhas, de 6, 5 e 2 anos, que estão desde 11 de junho no aeroporto do Galeão, segundo o "Clarín".
Os argentinos buscam voltar ao Panamá, seu país de residência, e pede que alguma companhia aérea os ajude a viajar a Boa Vista (RR), a fim de depois ir para casa.
A família não tem dinheiro para retornar ao Panamá, mas, segundo o "Clarín", também não aceitou a oferta do Consulado da Argentina no Rio de Janeiro de pagar as passagens a Buenos Aires.
Eles tinham viajado à Argentina para visitar o pai de Sava, que estava muito doente, segundo a mulher, e depois viajaram de ônibus ao Rio de Janeiro, de onde tinham planejado voar ao Panamá com passagens reservadas por uma amiga.
No entanto, a amiga não tinha comprado as passagens devido à falta de dinheiro.
Dentro do aeroporto, a família, que dorme nos bancos de uma cafeteria, recebeu a solidariedade de trabalhadores e comerciantes do lugar, que levam alimentos e afeto.
Sava dá banho nas filhas nos banheiros exclusivos para bebês e lava a roupa no local, e a estende nos carros usados para levar as malas.

Fonte.

terça-feira, junho 30, 2009

Diploma para jornalista.

As conversas corriqueiras de qualquer cidadão normal, na última semana, passa pela partida de Michael Jackson para a Terra do Nunca, já as rodas de bate papo de qualquer grupo ligado de alguma forma a imprensa, o tema da não obrigatoriedade do diploma para jornalismo é um assunto que resulta em calorosas discussões.

Mesmo cursando a habilitação de publicidade, compro essa briga em defesa do diploma, primeiro por fazermos parte de uma mesma categoria, segundo por ter estudado dois anos com colegas que serão futuros jornalistas e ter aprendido com eles o inicio do que é ser acadêmico de jornalismo, e por último, como cidadã, que valoriza o jornalismo ético, e sério.

Vivemos em um país em que não temos um bom ensino de base, os acessos de um estudante da rede pública a universidades públicas são difíceis, e somos obrigados a viver em um sistema de cotas, quando um ensino de qualidade é, pela constituição brasileira, defendida como um direito de todos. E mesmo com tantas adversidades que existem hoje no Brasil, para se chegar ao ensino superior, o STF derruba a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, e deixa milhares de profissionais, com os mesmos prestígios que qualquer pessoa “que tem intimidade com a palavra” (palavras do Ministro Ayres Britto).

Tirar a obrigatoriedade do diploma é zombar com a cara de quem estudou quatro anos para chegar onde se queria, para quem se desdobrou para fazer trabalhos científicos, para quem defendeu seu TCC. É afirmar que disciplinas como Teoria da Comunicação, antropologia cultural, sociologia da comunicação, estética e cultura de massa, comunicação alternativa popular, e tantas outras não servem absolutamente de nada, se você tem um bom português. Como se jornalismo fosse só falar ou escrever, e seguindo isso, uma boa ‘mão’ para massagem vira um fisioterapeuta ou um bom ouvinte um psicólogo.

Muitos argumentaram que se é garantido em lei o direito da livre expressão, concordo, e sei que estou usando desse direito nesse exato momento, mas sei também que é direito de todo cidadão saber a procedência de cada notícia. Quando se está lendo um blog sabe-se que se esta lendo coisas informais ou pessoais, mas quando se esta lendo um jornal de circulação nacional, ou assistindo uma TV aberta (que necessita de uma concessão do governo para funcionar) as garantias de veracidade da notícia mudam. Mas quando misturamos o amador ao profissional, perdemos a confiança do que estamos ouvindo. E se um jornalista não tem embasamento para tratar de assuntos peculiares por falta de conhecimento na área, porque as outras áreas se julgam capazes de responder como jornalistas?

Estão tratando mais uma coisa nesse país como mercadoria, já não bastasse tanta coisa que nos leva a ser consumidores. Tratam-nos como consumidores da segurança, consumidores da saúde, consumidores do voto, e agora consumidores da notícia. Mas não é isso que prevê a ética do jornalismo, que diz que o compromisso dos jornalistas é com a sociedade.

Segundo o Ministro Cezar Peluso “Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica.” E a este ministro eu lembro que com o instrumento da comunicação, Joseph Goebbels, Ministro do povo e da propaganda nazista de Adolf Hitler, fez o que ele chamou de Coação Coletiva das consciências, vendendo a preços insignificantes aparelhos de rádios ao povo e fazendo do rádio porta voz dos interesses do governo, destruindo o espírito da rebelião e multiplicando em todos os campos de batalha o espírito de destruir, exterminar e abater. Relembro também de uma grande empresa de comunicação, que no auge de uma CPI na Era Collor levou ao ar a mini-série “Anos Rebeldes”, que focava a luta de um grupo de estudantes no combate a ditadura nos anos 60 e 70, influenciando o povo a ir às ruas e pedir a saída de Fernando Collor da presidência.

A mídia tem papel fundamental no cotidiano do nosso país, a mída cria e extingue idéias, e isso tem que ser muitíssimo bem dosado e realizado por pessoas que realmente tem estudo pra tal.

Porque de sem formação, já basta nosso presidente.


Carol Alvarenga Côrtes, futura publicitária e jornalista (já que agora a lei permite!)

terça-feira, junho 02, 2009

Light presenteia clientes com livro de Paulo Coelho

A partir de agora, quem pagar a conta de luz através da Visanet, em agências credenciadas da Light no Rio de Janeiro, ganhará de brinde o livro “Ser como o rio que flui”, do escritor Paulo Coelho.



- E não me espanta se o número de inadimplentes crescer!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Multitude Chair

"Em 2003, os irmãos brasileiros Fernando e Humberto Campana, famosos no mundo do design contemporâneo por transformar materiais desvalorizados em obras de arte utilizando diversos objetos, situações, formas e texturas presentes no dia-a-dia, lançaram a Cadeira Multidão. Confeccionada a partir de bonecas produzidas pelo Projeto Brinquedos do Agreste Paraibano, em Riacho Fundo, zona rural de Esperança, na Paraíba, numa edição limitada, assinada e numerada de 35 peças, as cadeiras estão sendo comercializadas em Galerias de Arte internacionais.
Essa iniciativa dos irmãos Campanas contribuiu para mudar a qualidade de vida da população local, tornando-se um exemplo concreto de como a arte pode influenciar a vida da população de baixa renda. A Cadeira Multidão é a parceria de um projeto social com dois dos ícones do design brasileiro contemporâneo, os irmãos Campanas.
O Grupo Isobar, no Brasil representado pela AgênciaClick, pretende levar essa parceria exitosa para o mundo, começando pelo Festival Internacional de Publicidade de Cannes, criado em 1953 e considerado o mais importante prêmio da publicidade mundial, ambiente extremamente receptivo a inovações.
A idéia é convidar personalidades internacionais para sentar na Cadeira Multidão e doar recursos para o projeto da Boneca Esperança. O escopo é flexível, favorecendo seu crescimento e assimilação de novas contribuições ao longo do processo.
Basicamente, a iniciativa envolve:
- Produzir um material digital contando a história do Projeto Brinquedos do Agreste Paraibano, em Riacho Fundo, zona rural de Esperança na Paraíba e, tentativamente, colher depoimentos do ex-presidente FHC e da Dona Ruth Cardoso sentados na Cadeira Multidão;
- Comprar e expor a Cadeira Multidão no espaço do Grupo Aegis no Festival de Cannes, convidando publicitários ganhadores de prêmios para sentar na cadeira, assistir ao vídeo e doar recursos para o projeto da Boneca Esperança. Em paralelo, estimular doações dos participantes em geral do Festival;
- Num segundo momento, viajar com a Cadeira Multidão convidando personalidades a sentar na Cadeira e doar recursos para o projeto. Esses eventos pontuais serão organizados pelas agencias locais do grupo Isobar, começando pela Glue na Inglaterra e Farfar na Suécia;
- Em algum momento, leiloar a Cadeira Multidão sendo que os recursos arrecadados serão doados ao Projeto Esperança.

O conceito de “sustentabilidade” permeia essa iniciativa, já que na prática, sustentabilidade é o desafio diário de pensar em novas formas de fazer negócio, de construir novas relações e buscar soluções conjuntas para problemas comuns. Idealizar uma obra de arte a partir de bonecas produzidas por uma comunidade de baixa renda no nordeste brasileiro, e expô-las ao mundo como símbolo de engajamento na luta por um mundo melhor, é, sem dúvida, estar inserido no esforço de sustentabilidade do planeta Terra."


Vide video.


quinta-feira, agosto 21, 2008

Arrumando a casa.

Eu, como provavelmente a maioria dos moradores dessa cidade, tenho parentes, amigos ou conhecidos sofrendo por toda essa “limpa” na nossa prefeitura. E eu, depois de refletir e ir contra a toda a população que brada por essa injustiça, formo enfim,
minha opinião.
Eu tenho apenas 18 anos, muito pouca história, muitas expectativas quanto o futuro e muitos ideais. Sou estudante de comunicação e como tal, acredito no poder de cada um para mudar o rumo do que nós quisermos.
Infelizmente é necessário que coisas de grandes proporções, como essa, aconteçam para que nos alertemos. Enquanto a cidade toda lamenta o ocorrido, a falta de emprego, a falta de capital circulando na cidade, eu continuo acreditando no mal necessário, no ‘um passo pra trás e dois pra frente’.
E muitos se assustam quando eu argumento que a culpa de tudo isso são os próprios contratados. A culpa são daqueles que nunca se importaram com a quantidade de ‘sangue sugas’ que existem na prefeitura, daqueles que nunca ligaram pelo filho da secretária esta sem merenda na escola e eles sendo só mais um ‘aspone’. As pessoas que hoje se encontram desempregadas provavelmente nas ultimas eleições deram seu voto e de seus familiares para o atual governo, a fim de segurar seus empregos. Votos esses que se fossem para pessoas diferentes das que comandam essa cidade por tantos anos, elegeria alguém sério, ou para o caso dos que não acreditam nessa seriedade, alguém um ‘pouco menos descompromissado’. Mas alguém que investissem em auto-suficiência, em sustentabilidade, algo que não seja proveniente da industria do petróleo ou do poder publico.
Que possamos agora abrir os olhos, deixar as vagas públicas para os que tem realmente capacidade de passar em concursos e tenham formação para tal cargo, e analisar e votar não naquele que asfalta sua rua e sim no que investe em fomração e criação de empregos. E isso acontecendo eu não mais preciso desejar um desemprego em massa. Que me desculpem os afetados, mas o sentimento é como o de um pai que deixa o filho cair, para que aprenda a andar sozinho.

quinta-feira, agosto 07, 2008

terça-feira, agosto 05, 2008

Candle for Tibet

"Imagine there's no countries/ It isn't hard to do/ Nothing to kill or die for /And no religion too..."



Tudo sobre UMA VELA PELO TIBETE
Agosto 7, 2008, é o dia anterior à abertura dos Jogos Olímpicos em Beijing. Neste dia queremos criar o maior PROTESTO DE LUZ no mundo, quando pelo menos 100 milhões de pessoas por todo o planeta acenderão uma vela e dirão SIM à Liberdade no Tibete!
Tudo o que pedimos é que acenda uma simples velaa 7 de Agosto às 21 horas, sua hora local.
Acenda Uma Vela em sua casa, trabalho ou local público. Coloque a vela na sua janela, ou secretária, ou qualquer outro local onde outros a vejam e desejavelmente façam o mesmo.
O nosso Protesto de Luz será visto por biliões nas TVs em todo o mundo no dia de abertura dos Jogos Olímpicos. Não somos contra os Jogos Olímpicos, somos pela Liberdade. Ponto final.
No dia seguinte enviaremos cartas a todos os presidentes de governo mundiais informando-os exactamente quantos seus concidadãos desejam um Tibete Livre. Pediremos a cada um deles que actue pela Liberdade do Tibete.



Mais informações: http://www.candle4tibet.org/

quarta-feira, julho 09, 2008

Notícias que vão mudar o mundo - 1

“45% dos norte-americanos não sabem que o sol é uma estrela.”

terça-feira, julho 01, 2008

Um Brasil de longe.

Eu, como uma amante do futebol, estou há tempos para escrever sobre tal. Mas sempre me surge por trás do esporte, toda uma discussão. É muito comum achar pessoas que critiquem o brasileiro por só se sentir tal de 4 em 4 anos, mas parando pra refletir, não existem muitos motivos, para alguns, bater no peito e gritar que somos brasileiros.

É bem verdade que nosso país tem o pulmão do mundo, que temos a maior biodiversidade do planeta. Mas quantos dos brasileiros, que vivem no interior, ou que vivem em periferias de grandes cidades, terão oportunidade de um dia ver de perto à pororoca, ou de um dia pescar no pantanal? Quantos vão conhecer as cataratas do Iguaçu, e sendo bem ousada, ainda andar naqueles barquinhos que chegam lá perto das quedas? Quantos um dia poderão “passar uma tarde em Itapuã” ou ver o “cristo redentor, braços abertos sobre a Guanabara”. Tudo isso custa dinheiro, e muito, pros que se desdobram pra viver um mês com o mísero salário. E por mais que isso seja mostrado aos pobres brasileiros, pela mídia, continua sendo um Brasil demasiadamente distante.

Já o futebol, por mais que esteja acontecendo lá do outro lado do mundo, é real, é instantâneo, cada brasileiro tem a sensação de se ele não estivesse na torcida, o time não iria para frente. O futebol, por mais longe que esteja, está sempre perto. Está na TV da sua sala, está no bar de esquina, fazendo dobradinha com a cerveja gelada. O futebol está na única alegria de uma quarta feira à noite, em que o cansaço reina, apesar de ainda ser metade da semana. Está no dia que você acorda cedo (com uma disposição!) só pra chegar cedo e não ficar ‘na cerca’ da pelada.

Pra alguns, ser brasileiro é ver de perto o brilho da Sapucaí e surfar nas praias de Floripa, mas para muitos é só ver a bola rolando e a torcida cantando. Você pode até chamar isso de ‘alegria de pobre’, mas essa dura bastante tempo.

sexta-feira, junho 27, 2008

Tirando a poeira.

Só tirando um cadinho das teias de aranha que tem nesse blog, e dizer que ando atolada demais. Quem sabe em breve novos posts.
=)

segunda-feira, junho 02, 2008

Chega de Palhaçada 2


"Neste sábado, 7 de junho, 10h, tem nova edição do ato público Chega de Palhaçada, no Largo da Imprensa (Calçadão). Mais uma vez os blogueiros de Campos chamam a comunidade para uma manifestação democrática e independente.Neste momento em que se aproximam as convenções partidárias, a cidadania quer passar o recado de que não quer mais os mesmos candidatos. A sociedade quer algo novo, e por isso vai para as ruas gritar novamente: FORA MOCAIBER, FORA GAROTINHO, FORA ARNALDO, QUEREMOS OUTRO CAMINHO. Dia 7 de Junho é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, e o ato também marcará a reivindicação de que a população possa contar com fontes confiáveis de informação sobre a política no município.Participe com roupa preta e nariz de palhaço. Leve sua faixa e use a criatividade para expressar sua opinião sobre a situação política de Campos. Ajude a mostrar que o cidadão campista não aceita calado esta situação vergonhosa na qual está mergulhada a cidade. "

domingo, dezembro 09, 2007

Pequenas atitudes

Conversando com uma amiga americana, comecei com o papo "tudo que gostaria de perguntar a um americano, mas nunca perguntou", e calhou no assunto mais comentado do ano, sim o 'aquecimento global'. E toda aquela conversa sobre Kioto, foi me supreendendo e me fazendo refletir, ela diz: "no meu país, ninguém joga lixo no chão, vocês jogam, e ainda me vem criticar sobre o Protocolo de Kioto". É realmente to até agora com isso na cabeça. Não que seja um defesa para tal atitude do Bush. A própria também apoia o Protocolo, sabe que seu país polui em altos níveis, e como nós, odeia o Bush.

Mas o que eu sempre defendi, foi-me jogado na cara. As pequenas atitudes que para muitos são realmente pequenas, fazem a diferença no olhar dos que não estão acostumados. O lixo no chão, a não reciclagem, o banho quente e demorado, os gastos de energias e passeios de carro, também nos matam aos poucos. É claro, que de forma alguma, eu estou comparando isso aos grandes 'atentados' à natureza, que vem de certas empresas. Mas você que tanto os critica, não faz o mínimo. Se, como dizem, o que vale é a intenção, você esta em pé de igualdade com aqueles que você tanto julga.

Já dizia minha mãe, ''educação vem de berço'', e é hora de entender, que no estado em que o mundo anda, a falta de educação não vai lhe render apenas um castigo da sua mãe, mas um, muito mais sério e rigoroso. As consequências são duras, e ao contrário das mães, a natureza não perdoa.

domingo, julho 15, 2007

“Pela primeira vez na história dos Jogos Pan-Americanos, a competição não foi aberta oficialmente pelo presidente da República. Para evitar um enorme constrangimento, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preparado para falar, quebrou o protocolo e deixou a tarefa para o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Lula foi vaiado quatro vezes durante a cerimônia no Maracanã.”
GLOBOESPORTE.COM


Juro que estou desde sexta, abertura Pan, remoendo todo esse assunto de vaias ao presidente. Não, não sou Petista, muito menos acho que o Brasil vai de vento em popa com o governo Lula. Mas mesmo com toda a minha revolta de como anda nosso país, fiquei assustado ao ver cerca de 70.000 pessoas praticando um ato – minha opinião – vergonhoso em uma cerimônia de abrangência mundial. Apesar de ser uma pessoa que defende demasiadamente o protesto, defendo mais ainda o protesto inteligente e de efeito. Um povo que humilha seu representante, eleito pelos próprios para aquele cargo, está bem longe de honrar a hipócrita mensagem de nossa bandeira.
E minha utopia é que protestos como esses, sejam manifestados de 4 em 4 anos, sem badernas, apenas você, uma máquina e sua consciência.

quinta-feira, abril 19, 2007

Perdemos nossa voz





Vivemos em uma sociedade fruto de gerações que batalharam, lutaram, foram às ruas por seus direitos, por diretas, pela livre expressão. Somos frutos de uma nação que viu nossos ícones de cultura popular serem oprimidos por um governo ditador. Tínhamos um poder de massa, de ir as ruas gritar e sermos ouvidos, tínhamos a audácia de mesmo tão jovens acharmos que sabíamos o que era bom para o futuro dessa nação, achávamos e muitas vezes até sabíamos.
O tempo passou, a geração mudou, os novos jovens não gritam por justiça, nem no rock, que se vendeu a temas amorosos, abandonando o caráter critico de um ritmo que gritava “a burguesia fede” e “que país é esse”. Perdemos a vontade de lutar contra o que não nos agrada, nos acostumamos com o “rouba mas faz”, nos acostumamos a nos recolher em casa as 10 da noite sabendo que nem dentro do nosso lar temos a certaza da segurança.
Assistimos homicídios brutais, chacinas, massacres, que acabam virando apenas números. Aceitamos o fato de vidas serem transformadas em estatísticas. E o que fazemos além de se chocar um pouco ao ver a noticia e comenta-la em uma roda de amigos? O que fazemos além de desejar conforto a família da vitima da vez?
Nossa geração cresceu e não fomos ensinados a lutar. Talvez por certa angústia que nos deixou a ditadura, com tantas mortes por manifestos. E essas inconscientemente, causando uma negatividade com a palavra e ação “revolução”. Não nos ensinaram, mas ainda é tempo de gritar que a gente não quer um país assim, que a gente quer nossas Gabrielas andando em paz nos metrôs e os Joãos voltando pra casa, tranqüilos, na certeza que chegarão bem.
Portanto, grite, manifeste-se, lute por um país melhor para viver, lute por suas idéias, viva e morra por elas, pois só grandes idéias mudam o mundo.

quinta-feira, dezembro 14, 2006


Logo quando fiquei sabendo do novo filme do nosso querido "Tio Sam", me peguei revoltada com tudo aquilo que estava sendo mostrado, mas além da revolta, senti uma espécie de possessividade do 'falar mal' do Brasil, como se eu (nós, brasileiros) tivesse o direito de criticar, mas eles que estão de fora, que não convivem com problemas do nosso Brasil, não.
Dias depois, houve uma sequência de assaltos a ônibus de estrangeiros, e acabei me dando por vencida, de que isso também é sim, um problema deles, porque eles também sofrem (em uma minoria) com toda essa violência.
Longe de mim defender a atitudes deles em produzir esse filme, pelo contrário, ainda me sinto insultada vendo o meu Brasil, sendo exposto assim para o mundo como um cenário de filme de terror. Mas sabe o que mais me insulta? É o fato de isso ter sim, seu pingo de verdade. Sabe aquela velha história de que 'onde há fumaça, há fogo' isso é uma grande verdade.
E ai? Foi preciso que os Americanos ridicularizassem-nos para que a gente acorde para o rumo que nosso país está caminhando ? Não dá esconder que esses fatos acontecem, pode não ser como mostra no filme, mas turistas são alvos principais.
Isso vira uma 'mancha negra' em um tela. Ou seja, de que vale aquela maravilhosa paisagem do Rio, se não existe a segurança adequada para desfrute de tal prazer?
Só me resta dizer, que hoje tenho saudades do Brasil ser conhecido pelas Bundas, futebol e samba! Pelo menos isso trazia turistas, que saiam satisfeitos com nossas curvas e bronzeados excitantes.

quinta-feira, novembro 30, 2006



Os adultos nunca vão acreditar
no poder de um banho de chuva;
na magia de um pôr-do-sol a beira-mar;
na energia de um som nas alturas;
na maravilha da brisa da noite;
no sabor de um beijo avassalador;
na volúpia de um namoro de uma noite...
eles nunca vão acreditar, talvez porque sejam outros seus valores,
Mas por enquanto, esses são meus valores e minhas alegrias, e eu acredito!

terça-feira, novembro 21, 2006

Novembro, aquele calor, aquela correria de provas da faculdade, trabalhos e muitos feriadões... Me pego andando distraída pela rua quando algo me chama atenção em uma sacada: lâmpadas piscando coloridas em ritmo que me é comum.
De repente surge aquela lembrança, de que o ano está chegando ao fim, que já passou o dia das mães, as festa juninas, julinas, o dia dos pais, o meu aniversário, o dia das crianças e... Caramba, já até passou o feriado da proclamação da republica.
O centro da cidade já vai inaugurar a decoração, nas lojas já tem um monte de gorro de papai Noel. E daí? E daí, que nessa hora surge aquela angústia de já esta acabando mais um ano, aquele medo de não ter conseguido curtir tudo o que havia pra curtir, aquela nostalgia de um tempo que passou há pouco, aquela lembrança do ano novo, que você jurava que foi ontem. E você acaba por refletir no quão você aprendeu nesse ano, no quanto você cresceu e amadureceu, fez escolhas e hoje é conseqüências das mesmas...
É, querendo ou não, o tempo passou, e agora prepare-se para os ambulantes tentando garanti sua ceia, prepare-se para os centros cheios, para os sininhos de natal e para a chegada do bom velhinho e pra mais um ano novo repleto daqueles votos comuns todos os anos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Logo após meu passeio matinal pelo calçadão mais famoso do mundo (não que isso seja rotina, na verdade era uma das primeiras vezes que passeava por copacabana), entro no restaurante ao lado do hotel que eu estava (fazedno curso, óbvio, Deus sabe quando eu vou poder pagar por aquele hotel muito acima de 'categoria turistica'), restaurante simples, bacana. Faço meu pedido para o almoço e mergulho meus pensamentos naquela vista da cidade maravilhosa.

Para perturbo dos mesmos, entra uma senhora com seus 60 e poucos anos, cumprimentando a todos. Com aquele cenário e a intimidade entre os 'núcleos', era quase impossivel não se imaginar em uma novela do Maneco.
Para meu espanto, a senhora pede uma taça de vinho a um graçom. (detalhe: 12:30 PM!)

Segue os diálogos bizarros entre a senhora e meus pensamentos:

-Garçom! gelo por favor. - BERRA ELA!
3 minutos depois...
-O gelo por favor. - no mesmo tom de voz
Inevitável não olhar pra ela.
O garçom trás o gelo, e ela aproveita pra pedir alguma coisa.
-Tem pão de alho?
- Tem sim
-Faz para mim por favor.
Alguns minutos depois...

-MEU DEUS! EU VOU FICAR DE RABO CHEIO E NEM VOU ALMOÇAR!

°Nossa, cadê as velhinhas marasmas que fazem tricô ? penso eu.

Pouco depois, surge outra senhora na porta

- Margarida querida!
- Oi! - Responde timidamente
- Vou hoje lá na sua casa jogar sebo.

° alguém me informa que jogo é esse? Cadê as velhinhas jogando bingo ? Pra frente como essa é, isso deve ser uma espécie de salada mista pra 3ª idade!

-Vai ?!

isso pra lea surtiu como uma exclamação, pra mim uma pergunta querendo dizer "quem te chamou?"

- Mas tem que arrumar uma dupla. - Diz a Margarida

° Suspeita confirmada!

-... mas se você quiser jogar de 3, pode ser.

° eu aprendi que 3 é brega...

- Ah não! 3 é chato!

°... pelo visto ela também aprendeu! Ou se não, ela não é adepta ao rodizio. Tudo bem, nessa idade catar baba da outra deve ser mais nojento que o comum.

- então tá, se arrumar parceiro apareça lá.
- Pode deixar, que pão de alho?
- não, obrigada. Tchau!
-Tchau!

Para meu espanto [Parte II]:
-Graçom, outro vinho por favor! hoje eu quero me embebedar!

sinto uma pena verdadeira dos garçons!

Não sei por que cargas d'agua, surge o assunto de adolescente.

- ah! de adolescente eu entendo...

°Lógico, vc eh quase um deles

-...eu sou professora do Pedro II

° a coisa é séria mesmo! Perplexa, eu olho-a

- Você já estudou no Pedro II ?
- ah! não, sou daqui não. Sou de Campos.
- Ah! Campos é muito bom, meu filho já morou lá...
-Ah sim! legal! - Só me restava um risinho sem graça.
-... Mas depois ele foi transferido para cabo frio, e ele bobo foi, que burro, Campos é tão melhor!

°Ok, quase falei que a praia então dava banho na de Cabo Frio, mas fiquei com medo dela não entender a ironia e concordar.

Fui embora com a minha tese de que quem fala palavrão é jovem e quem fala alto é gente da roça, destruidas!