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sexta-feira, julho 09, 2010

Como ser

De Carla Moura:

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.
Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela.
Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!

Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.
E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

quarta-feira, junho 23, 2010

#DiaSemGlobo

Achei que 140 caracteres não eram suficientes para falar por que eu não apoio o movimento #DiaSemGlobo. Não, não sou Globomaníaca e também não demonizo a mesma. Acredito naquela história que a gente ouve na infância, que não há palhaço se não houver platéia. E enquanto houver platéia o palhaço estará triunfante em seu picadeiro.

Contextualizando. Para a Globo manipular, é preciso que haja marionetes que aceitem isso. E se não houver senso crítico do lado de cá, ninguém que brigue por uma qualidade de TV aberta, isso não ocorrerá. E não, não estou me contradizendo. Perceba que quando me refiro a manifestações, falo de tais, que busquem a qualidade do conteúdo. De que adianta não assistir ao jogo da copa do mundo, ou até levar o dia inteiro sem assistir a Globo, se no sábado a noite estarão todos ‘emburrecendo’ com o Zorra total?

E para que haja, enfim, esse público com senso crítico, é preciso mudar muita coisa nesse país. Aí, vamos cair, novamente, nos clichês. "Antes de mudar o mundo, mude a si mesmo". O que você faz para mudar isso, o quanto colabora com a educação e instrução, pelo menos dos que te cercam?

Para mim, muita coisa é política, os maus gestores sim, que manipulam, e a TV é só uma das ferramentas. Muitos ignoram o voto. Talvez eu seja utópica, mas continuo vendo nele o principal poder direto que temos. Mas, se não sabemos nem acertar o foco de uma movimentação no twitter, o que nos garante ser bons eleitores? Precisamos ir além da leitura rápida dos 140 caracteres. Precisamos alongar nossa memória e não esquecer tão rápido.

Faço faculdade de Comunicação Social, e nesse curso, é quase unânime o ódio a esta rede de comunicação. Mas esse ódio todo só é pela Globo, por que ela está em primeiro lugar. Porque, convenhamos, a Rede Record aliena muito mais que o grupo Roberto Marinho. Basta ver o quanto eles te fazem chorar com histórias comoventes e pregações milagrosas.


E se um dia, alguém no twitter começar campanhas, realmente em prol de mais cultura, educação e avanço do povo, como foi a Ficha Limpa, contem comigo.

sexta-feira, março 12, 2010

Viver tudo que há pra viver


Esses dias liguei o computador pela manhã e me deparei com uma mensagem, de um amigo, me chamando para viver. Para sairmos mais, viajarmos, e fugir um pouco essa Babilônia. E isso mexeu tanto comigo, que a vontade que eu tinha era colocar minha mochila nas costas, encher seus 70 litros com itens de extrema necessidade e sair para conhecer de perto todo esse mundo.

Bateu uma necessidade de me livrar das 4 paredes do escritório, de não precisar de luz artificial e nem ar condicionado. E queria a maior das liberdades naquela hora, que é ficar livre de uma parte de você, a parte responsável talvez.

Pensei em quantos responsáveis estudiosos morrem a cada dia, sem viver de verdade. Em quantos seguem rigorosamente sua rotina casa, trabalho, faculdade. E acham que para viver de verdade é necessário ter dinheiro ou ir para o outro lado do mundo. Quando espetáculos da vida se mostram a cada segundo.

Quantas vezes você parou com seu carro, desceu e pôs-a admirar o por-do-sol em uma segunda-feira na saída do trabalho? Quando você decidiu acordar cedo, não para terminar relatórios, mas para receber o melhor dos bom dias, os primeiros raios de sol? Quanto tempo você não faz um pedido para uma estrela cadente? Um banho de chuva?

Tratam a vida e o viver, com um sentido muito amplo. Eu sou o inverso. Eu acho que a vida é ao seu redor. Sem clichês de que a vida é o momento que perdemos o fôlego. Viver é respirar. É mais, é respirar e sentir.

Agora, promete a você mesmo que vai lá fora, agora esquecer dos problemas e procurar um desenho bem bonito nas nuvens?

Na vida, há os que fazem e os que assistem. Talvez sejam bons expectadores. Mas não passam disso!

segunda-feira, novembro 09, 2009

O gigante voltou.

Onze angustiantes meses separaram o choro de Pedrinho dos gritos de felicidade de 81.904 felizardos torcedores presentes no maracanã. Onze meses em que vimos o time de tantas glórias cair, mas levantar a cabeça e fazer a volta, rumo a primeirona. Onze meses também, que aprendemos um pouco mais a sermos vascaínos, aprendemos que o sentimento não para, e não pode parar nunca. Esse sentimento que foi o 12º jogador em toda a campanha 2009. Por esse sentimento lotamos São Januário, lotamos o maraca, fazendo-o de nosso caldeirão, de nossa casa. Quebramos recorde de público, aumentamos absurdamente nosso número de sócio torcedor, admitimos o estrago que uma má gestão acarreta, aceitamos humilhações de nossos rivais, e jamais paramos de gritar que o vasco é uma religião.

E agora é fim desses longos onze meses. O último sábado foi o dia de gritar com toda voz que tínhamos, foi o dia de levar a família toda para o estádio, em baixo de um sol de quase 40 graus. E valeu. Valeu a pena todo tempo de sofrimento. Valeu por cada arrepio na pele, a cada vez que mais de 81.000 pessoas entoava o mesmo canto de felicidade, o canto de retorno, de alívio. Valeu pelo maracanã ter virado cruzmaltino. Valeu pelo mar de gente em volta do estádio, se cumprimentando, cantando, felizes. Valeu pelo grito de “o meu vascão voltou” que estava preso na garganta ter sido pronunciado. Valeu por cada detalhe que não consigo transformar em palavras. É coisa que só quem gosta de futebol entende. É coisa que só quem é vascaíno sabe. É coisa que só quem estava lá viveu.

E agora voltamos, para o lugar de onde nunca devíamos ter saído. Mas que aprendemos e amadurecemos bastante com o tempo longe. Voltamos, e agora, que venha o título, e uma próxima temporada tão brilhante como essa.
Saudações vascaínas!

quinta-feira, outubro 29, 2009

Dias de sol e chuva

Os dias de chuva continuos, me abriu a mente para uma reflexão sobre passado e futuro, sobre adulto e criança. Hoje eu acordo e faço tudo sempre igual, a mesma hora, salve os dias de atraso. Um dia de sol ou chuva, só me faz diferença no trajeto entre a casa, o trabalho, o estágio e a faculdade. E ainda assim, o sol e a chuva em demasia ainda me torna irritada, seja pelo calor, seja por ficar toda ensopada. Travo batalhas em busca de carona para não me molhar, me aborreço, me indisponho com pessoas que podem, mas não ajudam.
Eis que quando penso no ontem, em quando a vida era menos corrida, um dos meus programas preferidos era andar na chuva. Nunca gostei de guarda chuva ou capa, gostava de brincar, correr, e depois de crescer um pouco até namorar, na chuva. Hoje, mais crescidinha um pouco dela fujo, talvez por me faltar tempo para me secar, talvez por não borrar a maquiagem que precisa chegar inteira no trabalho. talvez por simplesmente ter crescido o suficiente para esquecer do bem que faz receber bençãos molhadas do céu.
Por isso, hoje eu desejo a vocês, muito suor de um dia quente, e muitas gotas de chuva de um dia nublado, que vocês consigam manter todo o prazer da infância, e assim que o souber como fazer, me avise.

quinta-feira, agosto 13, 2009

De 1948 a 2009 - Sorria vc esta sendo filmado.

Em 1948 George Orwell escreveu 1984, uma ficção de como seria o mundo na década inversa de quando escrito. Metaforicamente Orwell acertou bastante, efetivamente, bem pouco. Com margem de erros, ele soube que os anos que viriam seriam bem vigiados. O Grande Irmão (Big Brother), citado por Orwell, veio chegando aos poucos. Apavorando bem menos que na ficção, mas usando o mesmo sábio álibi, a segurança.

Esse é um assunto em que a discussão trilha uma linha tênue, entre a ingenuidade de se acreditar em quem nos governa e a neurose de ver tudo com uma ótica de conspiração.

Não me preocupo com o hoje, tenho é bastante medo do que esta por vir. O mundo se tornou um lugar difícil da gente ser discreto. Redes sociais, GPS no celular, vídeos-chamadas, mensagens instantâneas, câmeras em bancos, câmeras em lojas, câmeras nas ruas, Google Earth... Cada descoberta tecnológica me faz acreditar que vivemos em um grande ‘Show de Truman’.

Vivemos em um lugar bem pouco seguro, e resolveria grande parte dos problemas, a vigilância. Mas até onde isso é um argumento tão forte, a ponto de justificar que alguém sabe dos meus passos por toda minha cidade? Eu não tenho opinião formada, e não sei se um dia eu terei. Não sei até onde vai o lado positivo, mas isso aqui é só um aviso a todos, para que saibam que eu desconfio muito de toda essa super proteção.

Enquanto nada sabemos, apenas sorria, porque você está sendo filmado.

sexta-feira, julho 24, 2009

Twitter

Estou com medo, isso vicia de verdade!
www.twitter.com/carolacortes


*Não existem níveis seguros para o consumo dessas substâncias

sexta-feira, julho 17, 2009

O Terminal (versão Latino Americana)

Uma família de argentinos, de seis integrantes, vive há um mês no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão/Tom Jobim sem dinheiro e com a caridade dos funcionários do terminal aéreo, informou hoje o jornal argentino "Clarín" em sua edição de hoje.
Trata-se de Liliana Sava, o marido, a mãe e três filhas, de 6, 5 e 2 anos, que estão desde 11 de junho no aeroporto do Galeão, segundo o "Clarín".
Os argentinos buscam voltar ao Panamá, seu país de residência, e pede que alguma companhia aérea os ajude a viajar a Boa Vista (RR), a fim de depois ir para casa.
A família não tem dinheiro para retornar ao Panamá, mas, segundo o "Clarín", também não aceitou a oferta do Consulado da Argentina no Rio de Janeiro de pagar as passagens a Buenos Aires.
Eles tinham viajado à Argentina para visitar o pai de Sava, que estava muito doente, segundo a mulher, e depois viajaram de ônibus ao Rio de Janeiro, de onde tinham planejado voar ao Panamá com passagens reservadas por uma amiga.
No entanto, a amiga não tinha comprado as passagens devido à falta de dinheiro.
Dentro do aeroporto, a família, que dorme nos bancos de uma cafeteria, recebeu a solidariedade de trabalhadores e comerciantes do lugar, que levam alimentos e afeto.
Sava dá banho nas filhas nos banheiros exclusivos para bebês e lava a roupa no local, e a estende nos carros usados para levar as malas.

Fonte.

terça-feira, junho 30, 2009

Diploma para jornalista.

As conversas corriqueiras de qualquer cidadão normal, na última semana, passa pela partida de Michael Jackson para a Terra do Nunca, já as rodas de bate papo de qualquer grupo ligado de alguma forma a imprensa, o tema da não obrigatoriedade do diploma para jornalismo é um assunto que resulta em calorosas discussões.

Mesmo cursando a habilitação de publicidade, compro essa briga em defesa do diploma, primeiro por fazermos parte de uma mesma categoria, segundo por ter estudado dois anos com colegas que serão futuros jornalistas e ter aprendido com eles o inicio do que é ser acadêmico de jornalismo, e por último, como cidadã, que valoriza o jornalismo ético, e sério.

Vivemos em um país em que não temos um bom ensino de base, os acessos de um estudante da rede pública a universidades públicas são difíceis, e somos obrigados a viver em um sistema de cotas, quando um ensino de qualidade é, pela constituição brasileira, defendida como um direito de todos. E mesmo com tantas adversidades que existem hoje no Brasil, para se chegar ao ensino superior, o STF derruba a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, e deixa milhares de profissionais, com os mesmos prestígios que qualquer pessoa “que tem intimidade com a palavra” (palavras do Ministro Ayres Britto).

Tirar a obrigatoriedade do diploma é zombar com a cara de quem estudou quatro anos para chegar onde se queria, para quem se desdobrou para fazer trabalhos científicos, para quem defendeu seu TCC. É afirmar que disciplinas como Teoria da Comunicação, antropologia cultural, sociologia da comunicação, estética e cultura de massa, comunicação alternativa popular, e tantas outras não servem absolutamente de nada, se você tem um bom português. Como se jornalismo fosse só falar ou escrever, e seguindo isso, uma boa ‘mão’ para massagem vira um fisioterapeuta ou um bom ouvinte um psicólogo.

Muitos argumentaram que se é garantido em lei o direito da livre expressão, concordo, e sei que estou usando desse direito nesse exato momento, mas sei também que é direito de todo cidadão saber a procedência de cada notícia. Quando se está lendo um blog sabe-se que se esta lendo coisas informais ou pessoais, mas quando se esta lendo um jornal de circulação nacional, ou assistindo uma TV aberta (que necessita de uma concessão do governo para funcionar) as garantias de veracidade da notícia mudam. Mas quando misturamos o amador ao profissional, perdemos a confiança do que estamos ouvindo. E se um jornalista não tem embasamento para tratar de assuntos peculiares por falta de conhecimento na área, porque as outras áreas se julgam capazes de responder como jornalistas?

Estão tratando mais uma coisa nesse país como mercadoria, já não bastasse tanta coisa que nos leva a ser consumidores. Tratam-nos como consumidores da segurança, consumidores da saúde, consumidores do voto, e agora consumidores da notícia. Mas não é isso que prevê a ética do jornalismo, que diz que o compromisso dos jornalistas é com a sociedade.

Segundo o Ministro Cezar Peluso “Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica.” E a este ministro eu lembro que com o instrumento da comunicação, Joseph Goebbels, Ministro do povo e da propaganda nazista de Adolf Hitler, fez o que ele chamou de Coação Coletiva das consciências, vendendo a preços insignificantes aparelhos de rádios ao povo e fazendo do rádio porta voz dos interesses do governo, destruindo o espírito da rebelião e multiplicando em todos os campos de batalha o espírito de destruir, exterminar e abater. Relembro também de uma grande empresa de comunicação, que no auge de uma CPI na Era Collor levou ao ar a mini-série “Anos Rebeldes”, que focava a luta de um grupo de estudantes no combate a ditadura nos anos 60 e 70, influenciando o povo a ir às ruas e pedir a saída de Fernando Collor da presidência.

A mídia tem papel fundamental no cotidiano do nosso país, a mída cria e extingue idéias, e isso tem que ser muitíssimo bem dosado e realizado por pessoas que realmente tem estudo pra tal.

Porque de sem formação, já basta nosso presidente.


Carol Alvarenga Côrtes, futura publicitária e jornalista (já que agora a lei permite!)

terça-feira, junho 02, 2009

Light presenteia clientes com livro de Paulo Coelho

A partir de agora, quem pagar a conta de luz através da Visanet, em agências credenciadas da Light no Rio de Janeiro, ganhará de brinde o livro “Ser como o rio que flui”, do escritor Paulo Coelho.



- E não me espanta se o número de inadimplentes crescer!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Multitude Chair

"Em 2003, os irmãos brasileiros Fernando e Humberto Campana, famosos no mundo do design contemporâneo por transformar materiais desvalorizados em obras de arte utilizando diversos objetos, situações, formas e texturas presentes no dia-a-dia, lançaram a Cadeira Multidão. Confeccionada a partir de bonecas produzidas pelo Projeto Brinquedos do Agreste Paraibano, em Riacho Fundo, zona rural de Esperança, na Paraíba, numa edição limitada, assinada e numerada de 35 peças, as cadeiras estão sendo comercializadas em Galerias de Arte internacionais.
Essa iniciativa dos irmãos Campanas contribuiu para mudar a qualidade de vida da população local, tornando-se um exemplo concreto de como a arte pode influenciar a vida da população de baixa renda. A Cadeira Multidão é a parceria de um projeto social com dois dos ícones do design brasileiro contemporâneo, os irmãos Campanas.
O Grupo Isobar, no Brasil representado pela AgênciaClick, pretende levar essa parceria exitosa para o mundo, começando pelo Festival Internacional de Publicidade de Cannes, criado em 1953 e considerado o mais importante prêmio da publicidade mundial, ambiente extremamente receptivo a inovações.
A idéia é convidar personalidades internacionais para sentar na Cadeira Multidão e doar recursos para o projeto da Boneca Esperança. O escopo é flexível, favorecendo seu crescimento e assimilação de novas contribuições ao longo do processo.
Basicamente, a iniciativa envolve:
- Produzir um material digital contando a história do Projeto Brinquedos do Agreste Paraibano, em Riacho Fundo, zona rural de Esperança na Paraíba e, tentativamente, colher depoimentos do ex-presidente FHC e da Dona Ruth Cardoso sentados na Cadeira Multidão;
- Comprar e expor a Cadeira Multidão no espaço do Grupo Aegis no Festival de Cannes, convidando publicitários ganhadores de prêmios para sentar na cadeira, assistir ao vídeo e doar recursos para o projeto da Boneca Esperança. Em paralelo, estimular doações dos participantes em geral do Festival;
- Num segundo momento, viajar com a Cadeira Multidão convidando personalidades a sentar na Cadeira e doar recursos para o projeto. Esses eventos pontuais serão organizados pelas agencias locais do grupo Isobar, começando pela Glue na Inglaterra e Farfar na Suécia;
- Em algum momento, leiloar a Cadeira Multidão sendo que os recursos arrecadados serão doados ao Projeto Esperança.

O conceito de “sustentabilidade” permeia essa iniciativa, já que na prática, sustentabilidade é o desafio diário de pensar em novas formas de fazer negócio, de construir novas relações e buscar soluções conjuntas para problemas comuns. Idealizar uma obra de arte a partir de bonecas produzidas por uma comunidade de baixa renda no nordeste brasileiro, e expô-las ao mundo como símbolo de engajamento na luta por um mundo melhor, é, sem dúvida, estar inserido no esforço de sustentabilidade do planeta Terra."


Vide video.


quinta-feira, agosto 21, 2008

Arrumando a casa.

Eu, como provavelmente a maioria dos moradores dessa cidade, tenho parentes, amigos ou conhecidos sofrendo por toda essa “limpa” na nossa prefeitura. E eu, depois de refletir e ir contra a toda a população que brada por essa injustiça, formo enfim,
minha opinião.
Eu tenho apenas 18 anos, muito pouca história, muitas expectativas quanto o futuro e muitos ideais. Sou estudante de comunicação e como tal, acredito no poder de cada um para mudar o rumo do que nós quisermos.
Infelizmente é necessário que coisas de grandes proporções, como essa, aconteçam para que nos alertemos. Enquanto a cidade toda lamenta o ocorrido, a falta de emprego, a falta de capital circulando na cidade, eu continuo acreditando no mal necessário, no ‘um passo pra trás e dois pra frente’.
E muitos se assustam quando eu argumento que a culpa de tudo isso são os próprios contratados. A culpa são daqueles que nunca se importaram com a quantidade de ‘sangue sugas’ que existem na prefeitura, daqueles que nunca ligaram pelo filho da secretária esta sem merenda na escola e eles sendo só mais um ‘aspone’. As pessoas que hoje se encontram desempregadas provavelmente nas ultimas eleições deram seu voto e de seus familiares para o atual governo, a fim de segurar seus empregos. Votos esses que se fossem para pessoas diferentes das que comandam essa cidade por tantos anos, elegeria alguém sério, ou para o caso dos que não acreditam nessa seriedade, alguém um ‘pouco menos descompromissado’. Mas alguém que investissem em auto-suficiência, em sustentabilidade, algo que não seja proveniente da industria do petróleo ou do poder publico.
Que possamos agora abrir os olhos, deixar as vagas públicas para os que tem realmente capacidade de passar em concursos e tenham formação para tal cargo, e analisar e votar não naquele que asfalta sua rua e sim no que investe em fomração e criação de empregos. E isso acontecendo eu não mais preciso desejar um desemprego em massa. Que me desculpem os afetados, mas o sentimento é como o de um pai que deixa o filho cair, para que aprenda a andar sozinho.

quinta-feira, agosto 07, 2008

terça-feira, agosto 05, 2008

Candle for Tibet

"Imagine there's no countries/ It isn't hard to do/ Nothing to kill or die for /And no religion too..."



Tudo sobre UMA VELA PELO TIBETE
Agosto 7, 2008, é o dia anterior à abertura dos Jogos Olímpicos em Beijing. Neste dia queremos criar o maior PROTESTO DE LUZ no mundo, quando pelo menos 100 milhões de pessoas por todo o planeta acenderão uma vela e dirão SIM à Liberdade no Tibete!
Tudo o que pedimos é que acenda uma simples velaa 7 de Agosto às 21 horas, sua hora local.
Acenda Uma Vela em sua casa, trabalho ou local público. Coloque a vela na sua janela, ou secretária, ou qualquer outro local onde outros a vejam e desejavelmente façam o mesmo.
O nosso Protesto de Luz será visto por biliões nas TVs em todo o mundo no dia de abertura dos Jogos Olímpicos. Não somos contra os Jogos Olímpicos, somos pela Liberdade. Ponto final.
No dia seguinte enviaremos cartas a todos os presidentes de governo mundiais informando-os exactamente quantos seus concidadãos desejam um Tibete Livre. Pediremos a cada um deles que actue pela Liberdade do Tibete.



Mais informações: http://www.candle4tibet.org/

quarta-feira, julho 09, 2008

Notícias que vão mudar o mundo - 1

“45% dos norte-americanos não sabem que o sol é uma estrela.”

terça-feira, julho 01, 2008

Um Brasil de longe.

Eu, como uma amante do futebol, estou há tempos para escrever sobre tal. Mas sempre me surge por trás do esporte, toda uma discussão. É muito comum achar pessoas que critiquem o brasileiro por só se sentir tal de 4 em 4 anos, mas parando pra refletir, não existem muitos motivos, para alguns, bater no peito e gritar que somos brasileiros.

É bem verdade que nosso país tem o pulmão do mundo, que temos a maior biodiversidade do planeta. Mas quantos dos brasileiros, que vivem no interior, ou que vivem em periferias de grandes cidades, terão oportunidade de um dia ver de perto à pororoca, ou de um dia pescar no pantanal? Quantos vão conhecer as cataratas do Iguaçu, e sendo bem ousada, ainda andar naqueles barquinhos que chegam lá perto das quedas? Quantos um dia poderão “passar uma tarde em Itapuã” ou ver o “cristo redentor, braços abertos sobre a Guanabara”. Tudo isso custa dinheiro, e muito, pros que se desdobram pra viver um mês com o mísero salário. E por mais que isso seja mostrado aos pobres brasileiros, pela mídia, continua sendo um Brasil demasiadamente distante.

Já o futebol, por mais que esteja acontecendo lá do outro lado do mundo, é real, é instantâneo, cada brasileiro tem a sensação de se ele não estivesse na torcida, o time não iria para frente. O futebol, por mais longe que esteja, está sempre perto. Está na TV da sua sala, está no bar de esquina, fazendo dobradinha com a cerveja gelada. O futebol está na única alegria de uma quarta feira à noite, em que o cansaço reina, apesar de ainda ser metade da semana. Está no dia que você acorda cedo (com uma disposição!) só pra chegar cedo e não ficar ‘na cerca’ da pelada.

Pra alguns, ser brasileiro é ver de perto o brilho da Sapucaí e surfar nas praias de Floripa, mas para muitos é só ver a bola rolando e a torcida cantando. Você pode até chamar isso de ‘alegria de pobre’, mas essa dura bastante tempo.

sexta-feira, junho 27, 2008

Tirando a poeira.

Só tirando um cadinho das teias de aranha que tem nesse blog, e dizer que ando atolada demais. Quem sabe em breve novos posts.
=)

segunda-feira, junho 02, 2008

Chega de Palhaçada 2


"Neste sábado, 7 de junho, 10h, tem nova edição do ato público Chega de Palhaçada, no Largo da Imprensa (Calçadão). Mais uma vez os blogueiros de Campos chamam a comunidade para uma manifestação democrática e independente.Neste momento em que se aproximam as convenções partidárias, a cidadania quer passar o recado de que não quer mais os mesmos candidatos. A sociedade quer algo novo, e por isso vai para as ruas gritar novamente: FORA MOCAIBER, FORA GAROTINHO, FORA ARNALDO, QUEREMOS OUTRO CAMINHO. Dia 7 de Junho é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, e o ato também marcará a reivindicação de que a população possa contar com fontes confiáveis de informação sobre a política no município.Participe com roupa preta e nariz de palhaço. Leve sua faixa e use a criatividade para expressar sua opinião sobre a situação política de Campos. Ajude a mostrar que o cidadão campista não aceita calado esta situação vergonhosa na qual está mergulhada a cidade. "

domingo, dezembro 09, 2007

Pequenas atitudes

Conversando com uma amiga americana, comecei com o papo "tudo que gostaria de perguntar a um americano, mas nunca perguntou", e calhou no assunto mais comentado do ano, sim o 'aquecimento global'. E toda aquela conversa sobre Kioto, foi me supreendendo e me fazendo refletir, ela diz: "no meu país, ninguém joga lixo no chão, vocês jogam, e ainda me vem criticar sobre o Protocolo de Kioto". É realmente to até agora com isso na cabeça. Não que seja um defesa para tal atitude do Bush. A própria também apoia o Protocolo, sabe que seu país polui em altos níveis, e como nós, odeia o Bush.

Mas o que eu sempre defendi, foi-me jogado na cara. As pequenas atitudes que para muitos são realmente pequenas, fazem a diferença no olhar dos que não estão acostumados. O lixo no chão, a não reciclagem, o banho quente e demorado, os gastos de energias e passeios de carro, também nos matam aos poucos. É claro, que de forma alguma, eu estou comparando isso aos grandes 'atentados' à natureza, que vem de certas empresas. Mas você que tanto os critica, não faz o mínimo. Se, como dizem, o que vale é a intenção, você esta em pé de igualdade com aqueles que você tanto julga.

Já dizia minha mãe, ''educação vem de berço'', e é hora de entender, que no estado em que o mundo anda, a falta de educação não vai lhe render apenas um castigo da sua mãe, mas um, muito mais sério e rigoroso. As consequências são duras, e ao contrário das mães, a natureza não perdoa.