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domingo, fevereiro 08, 2015

Carta pra quem já foi

Pra ler ouvindo

Eu deixei ir. Doeu. Mas foi. Com todos os medos e expectativas que nunca foram nem seriam superadas. Durante muito tempo eu achei que isso nunca ia acontecer, mas sabe, acontece quando a gente quer.

Um dia a gente cansa de dar murro em ponta de facas. A gente acorda, se matricula na academia, muda o cabelo, apaga todos os vínculos virtuais e vai. Vai tentar ser feliz, conhecer gente nova e, por vezes, repetir erros antigos.

Mas sobre uma coisa me iludiram nesse novo mundo sem você, me disseram que tinha um tanto de gente legal por aí, e eu não achei. Não achei ninguém que entendesse minha fixação por datas, nem ninguém que gostasse de escutar “música chata” naquele botequim cheio de pessoas senis que eu adoro ir às quintas-feiras.

Procurei em boate, pagodes, no Tinder e no ambiente de trabalho, mas por ninguém eu trocaria um sábado de churrasco com meus amigos, como fazia para estar com você. Tentei pessoas iguais a mim, pessoas totalmente opostas e nada.

E contando assim você pode até achar que foi um suplício muito grande te procurar em novos rostos, mas no meio dessa procura quem eu acabei perdendo foi você. De uma forma pouco explicável você também não se encaixava mais aqui.

Eu ri quando percebi isso tudo, como também ri quando me peguei usando das armas de sedução semelhantes a sua com uma pessoa que dificilmente eu prolongaria o relacionamento.

Eu ri quanto te vi sendo feliz de uma forma que nunca tinha visto. Tenho certeza que você riu quando me viu realizando sonhos.

Rimos, mesmo que se pudéssemos prever isso antes apostaríamos todas as fichas no choro.

Você foi. Eu também fui. O que precisávamos um do outro foi conosco. E agora quero vindas, pra vida inteira ou até semana que vem.


Sorte para as idas. Amor para as vindas. Felicidades pra nós.

Um comentário:

Brenda Harris disse...

Eu já senti isso também, quando reparei que um cara por quem me apaixonei não estava mais lá. Tinha ficado preso no passado, junto com quem eu fui também. E mesmo se a gente tentasse de novo, não seria nunca mais a mesma coisa.
Só sobrou lembrança e a dorzinha daquele saudade do que não tivemos juntos...